Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
ENTREVISTA

Presidente do Amazonas FC fala sobre estreia de sucesso e expectativas para 2020

Time ‘caçula’ foi fundado em maio de 2019 e já garantiu acesso à elite do Barezão e o primeiro título da Segundona Baré de forma invicta



homem_110A77ED-4E92-4358-A910-2F4B14CF0134.JPG Foto: Divulgação
23/11/2019 às 09:39

No meio da selva amazônica, em uma das zonas mais populares da “Belle Époque” Manaus, nasceu , no dia 23 de maio de 2019, um clube nas cores da bela Onça Pintada, de nome Amazonas FC. Para muitos, enfim, um representante que leva o nome do maior estado em território do país. Já para os críticos, apenas mais um clube se aventurando  no futebol baré. Mas não é que a Onça Pintada da Zona Leste já mostrou as suas garras logo na em sua estreia?

Fundado pelo empresário Wesley Couto, 40, o time aurinegro também mostrou organização dentro e fora de campo e colheu frutos, como o acesso à elite do Barezão e o primeiro título da recente história do clube da Segundona Baré de forma invicta.



No comando da Onça Pintada, o presidente do clube caçula do futebol do Estado falou em entrevista exclusiva ao CRAQUE o vislumbre de projetos audaciosos para sequência do trabalho para a temporada 2020, onde o Amazonas FC tem a missão de disputar a primeira divisão do Campeonato Amazonense.

Como surgiu a ideia de criar o clube do Amazonas FC?

 O Amazonas FC é uma equipe que foi construída e planejada há dois anos, porém a sua fundação deu-se no mês de maio de 2019, e ele nunca participou de competições amadoras. Tivemos a primeira chance participar de uma competição profissional pelo campeonato amazonense da Série B. E o que foi mais importante dentro dessa trajetória foi o nosso planejamento dentro de dois anos, o planejamento da diretoria estratégico fora de campo e a organização da equipe técnica e da escolha do elenco. Trabalhando praticamente com o elenco próprio, os jogadores emprestados foram bem poucos e isso com certeza influenciou muito no resultado final. E um dos motivos preponderantes foi a união dos jogadores com a equipe técnica, e a equipe técnica com a diretoria, trabalhando sempre em sintonia não deixando que alguns erros pequenos conseguisse atrapalhar nossa administração fora e dentro de campo e isso tornasse possível alcançar nossos objetivos. Tiveram muitas pessoas que participaram da fundação, como o vereador Willian Abreu, e não estamos surfando na onda da ascensão do Manaus, que conseguiu subir a Série C. Não tem nada a ver isso, porque nós já tínhamos planejado o clube há dois anos, e teve uma coincidência do Manaus conseguir ascender de divisão nacional. Nós não fazemos comparação nenhuma com outros clubes, porque nós respeitamos a história de cada um.

 

O Amazonas FC deu um passe inicial muito importante e ousado no cenário do futebol amazonense. Em sua opinião, o que foi primordial para que os objetivos fossem alcançados nessa estreia em competições profissionais?

O passo que o Amazonas FC foi muito importante, porque conseguimos lograr êxito na questão da competição. E não poderíamos errar nesse primeiro momento, porque isso atrapalharia nosso planejamento de ascender à série A de 2020, e conseguir o calendário subsequente em 2020 pra entrar nas competições nacionais no ano de 2021. Então por isso foi muito importante conseguir o êxito nessa Série B do Campeonato Amazonense.

 

O presidente imaginava que a Onça Pintada pudesse chegar a esse patamar de promessa de ascensão do futebol baré?

A questão de imaginar o clube nesse patamar de ascensão na Série B, nós tínhamos uma noção de planejamento caso nós tivéssemos sucesso na primeira competição. Hoje o Amazonas tem como objetivo chegar a Série A do Amazonense, mas como um planejamento de ascender à Série B do Campeonato Brasileiro, agora a questão do tempo não vou conseguir mensurar por conta do calendário do ano que vem. Se a gente obter êxito na competição estadual sendo campeão, aí sim nós vamos detalhar o nosso planejamento para chegar a Série B do Brasileiro.

 

Na questão de orçamento, qual a estimativa para o planejamento para disputa do Barezão 2020?

Nós ainda estamos nas partes finais do processo de levantamento de custo, do plantel, de logística. Até mesmo porque envolve algumas questões de patrocínio que a gente precisa inserir dentro do orçamento, então ainda não consigo precisar os números de gasto para o próximo ano.

 

O clube nascido no berço da Zona Leste de Manaus poderia ser uma das estratégias para conquistar torcedores de uma área mais popular e quebrar estigmas de lugar marginalizado da cidade?

 Ao surgimento do clube na Zona Leste não só se trata de uma questão de estratégia, mas diretoria entende que é um povo que precisa ter uma identidade com o futebol profissional, visto que alguns clubes surgiram na área central de Manaus. E talvez isso influencie no distanciamento na comunidade do torcedor menos favorecido que gosta de ir pro estádio, de fazer acreditar que o futebol amazonense tem potencial, porque nós temos uma população de mais de 4 milhões de habitantes e a Zona Leste detém pelo menos 800 a 900 mil moradores. Isso nós levou a escolher a Zona Leste. E a questão de periculosidade a gente em nenhum momento pensou nisso, porque lá existem cidadãos de bem, pais de família, trabalhadores, assim como em outras áreas da cidade que existem a questão da periculosidade.

 

Pensando na parte estrutural do Amazonas FC como Sede e Centro de Treinamento, o senhor acredita que isso pode ser um diferencial na parte de gestão administrativa e de futebol comparado a outras entidades desportivas do estado?

Na questão de CT e Alojamento nós já estamos trabalhando isso desde junho. Não é fácil, no entanto, isso faz uma grande diferença dentro de campo. Muita gente pensa que isso não influencia, mas influencia.

 

Como foi embarcar nessa iniciativa de fundar um clube? E quais os desafios a serem superados a frente do Amazonas FC?

Eu já tive uma passagem no futebol, já fui atleta, e sempre tive o anseio de participar novamente do futebol profissional como diretor ou presidente. Isso contribuiu muito pra que eu embarcasse nesse iniciativa de fundar um clube com amigos e parceiros. Os desafios a serem superados no Amazonas são muitos, porque é questão de estrutura, de patrocínio, da credibilidade que temos que passar para nossos patrocinadores, honrar os compromissos. Uma das preocupações maiores não é só o Amazonas conseguir atingir um nível excepcional de competição, mas também a estrutura envolvendo a segurança nos estádios, e nesse caso tem a questão da violência nos estádios. E aí teve um fato lamentável, que agrediram um funcionário nosso. E os jogos na Colina estão ficando muito perigoso quando se trata de jogos contra o São Raimundo.

 

Qual a sua definição deste ano de estreia do clube no esporte bretão baré?

Como resumo em nossa estreia, é que graças a Deus conseguimos ser campeões, e o acesso. Mas ainda nós temos muita coisa pra acertar, porque não somos perfeitos. E a diretoria que buscar trabalhar com transparência com torcedores, patrocinadores. E nós temos que ter a responsabilidade de manter o nome do Amazonas em ascensão.

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Repórter do Craque
Jornalista formado na Ufam, campus de Parintins. Estudante de pós-graduação em jornalismo esportivo na Universidade Estácio de Sá. Repórter do Caderno de Esporte ‘Craque’ de A Crítica desde novembro de 2018.

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