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Presidente do Nacional (AM) Mario Cortez: ‘Nosso trabalho é de formiguinhas’

Reeleito à frente do Leão da Vila Municipal fala, em entrevista exclusiva, entre outras coisas, do projeto para a Série A 21/12/2014 às 10:09
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Presidente do Nacional, Mario Cortez
Anderson Silva Manaus

À frente do clube mais destacado do Amazonas, o presidente do Nacional, Mário Cortez, foi aclamado para mais três anos de mandato e vai continuar no comando do Leão para, ao menos, ver o projeto “Nacional Série A 2024” dar o seu pontapé inicial dentro de campo. O projeto, lançado em setembro passado, visa o primeiro acesso à Série C somente em 2017, ano em que termina o segundo mandato como presidente, mas, se depender do mandatário o acesso poderá vir bem antes.

O planejamento para 2015, os planos para o acesso e as metas traçadas para fazer um Nacional diferente dos outros anos são os assuntos abordados exclusivamente em entrevista ao CRAQUE.

O senhor foi aclamado para continuar sendo presidente, esse era o seu objetivo?
O Nacional ainda tem muita coisa a ser feita, principalmente na parte administrativa. Atendendo aos pedidos dos amigos, diretores e do nosso senador Omar Aziz resolvi continuar para que nos próximos dois anos o Nacional possa estar na condição igual a dos grandes clubes de futebol do Brasil.

O senhor considera que o Nacional deu o pontapé inicial na apresentação do elenco ou na criação do projeto Série A?
Desde o término do campeonato amazonense nós estamos planejando. O primeiro passo foi dado com apresentação do da comissão técnica e os jogadores, e a partir daí vamos iniciar os trabalhos de campo.

Como o senhor trabalha com o financeiro do clube?
Antes de fazermos as coisas medimos o valor financeiro para que não ocorra o que acontece com os grandes clubes do futebol: o endividamento. Graças a Deus o Nacional é um clube que tem um patrimônio, tudo isso realizado com um trabalho de formiguinha. Se hoje o clube não tem débitos com os jogadores, fornecedores e funcionários é porque está sendo realizado um trabalho de formiguinha, e a retaguarda trabalhou bem, com valores possíveis de serem honrados. Na minha administração eu trato o Nacional como empresa e não como um time de futebol. O clube não tem só o departamento de futebol para tocar, tem várias atividades.

Qual o valor a ser gasto em 2015?
Nosso orçamento é de R$ 300 mil mês e pode passar desde que tenhamos receitas. O Nacional está preparado financeiramente para o primeiro semestre de 2015; claro que no segundo semestre teremos toda a receita que iremos aplicar no segundo semestre e teremos ajuda com a Copa do Brasil.

Quanto à valorização da base, o gramado que está sendo colocado é o inicio de uma nova fase?
Tomamos a iniciativa de gramar. Era um sonho de mais de 50 anos. Teremos bons profissionais trabalhando com os garotos e a escolinha vai gerar grandes receitas para o futebol amador. Vamos fazer uma categoria de base forte. Queremos formar atletas para o time profissional e vender para o mercado nacional e internacional. E o professor (Aderbal) Lana (coordenador de futebol) vai orientar os nossos profissionais. Ele tem uma experiência muito grande até mesmo fora do Brasil.

O Nacional aprendeu com os erros de 2013?
Não houve erro. Tivemos apenas a partida final em que  pressionamos o Salgueiro durante 35 minutos e não saiu o gol. O empate dava ao Salgueiro a passagem para a próxima fase e eles se fecharam. Infelizmente não conseguimos fazer o gol. Fomos muito infelizes e não conseguimos contar com a sorte.

Qual o planejamento para trazer o torcedor de volta ao estádio?
É  ter vitórias. Tendo vitórias teremos aqueles torcedores de volta. Está confirmado que o amazonense gosta de futebol, mas gosta de bom resultado. Ninguém gosta de ir ao estádio e ver seu time perder. Se perder uma, duas ou três ele não vai mais.

A torcida pode confiar na qualidade do elenco?
Estamos formando uma equipe para enfrentar qualquer time do futebol brasileiro, ninguém está montando uma equipe apenas para ser campeão do regional.

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