Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
Craque

Presidente do Náutico-RR vai ao Rio de Janeiro tentar salvar o clube de condenação

Na véspera do julgamento, técnico do Náutico diz que não teve culpa por escalações irregulares contra Nacional



1.jpg Treinador disse ainda que jogadores não sabiam da irregularidade: "não queríamos desmotivá-los"
20/07/2015 às 20:08

O Naútico de Roraima, que enfrentou o Nacional na primeira rodada da Série D do Campeonato Brasileiro, em partida que terminou em 1 a 1, no último dia 12 de julho, com 14 jogadores irregulares, será julgado nesta quarta-feira, na sede do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, no Rio de Janeiro.

O presidente do clube, Adroir Bassorici, que vai pessoalmente à capital fluminense participar do julgamento, se disse confiante em uma pena branda por parte da CBF, afirmou que o Náutico teve “1% de culpa” na escalação dos jogadores irregulares, que o grupo tem treinado com mais foco e descartou a possibilidade de abandonar o campeonato.



O time macuxi foi denunciado com base no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê pena de 100 a 100 mil reais pela escalação de jogadores com alguma irregularidade ou pendência burocrática perante à entidade máxima do futebol brasileiro, além da retirada de três pontos do time pela partida. Na ocasião, nenhum dos 14 jogadores do Náutico que foram a campo na estreia do time no Brasileiro, ou seja, os 11 que começaram jogando mais os três que entraram no decorrer da partida, estava inscritos no BID, o sistema de cadastro de jogadores da CBF.

Se julgados separadamente, o time pode perder até três pontos por cada jogador irregular. Ainda assim, o presidente do Naútico, que conversou pelo telefone com a reportagem do CRAQUE, parece confiante. “O Náutico não foi o culpado de não ter caído no BID (o nome dos jogadores). Creio que não é 100% culpa nossa. Talvez tenhamos 1%”, diz Adroir, explicando que fez a inscrição dos atletas com antecedência.

“Tem jogadores que foram protocolados no dia 6, 7 de julho (menos de uma semana para a partida). (...) Eu não me arrependo (de ter posto em campo os jogadores independente da situação irregular), porque eu não tive escolha. A expectativa é que a CBF cumpra o artigo 214, ou seja, tire apenas os pontos da partida”, acrescentou.

Quanto à multa, o dirigente acredita que a confederação brasileira não deve aplicar a pena máxima ao clube, de 100 mil reais. “No momento que o futebol brasileiro vive hoje, se for começar a aplicar penas máximas...”, disse, reticente, o presidente que ainda ironizou o fato de um dia depois do jogo contra o Nacional, caírem a inscrição de todos os jogadores.

“É muita coincidência no futebol brasileiro. Tem dessas coisas, até goleiro expulso no intervalo”, ironizou, numa cucutada ao Nacional Clube, que jogou contra o Vilhena-RO pela segunda rodada da primeira fase, em partida na qual o goleiro do time rondoniense foi expulso após reclamar pelo cartão amarelo recebido do juiz devido à cera no primeiro tempo.



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