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Presidente do Operário fala das dificuldades e rivalidade com Princesa na Série A de 2015

Roberto Pereira comemorou o retorno a elite do futebol amazonense, mesmo com as dificuldades e a falta de apoio financeiro 02/12/2014 às 10:05
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Roberto Ferreira revelou o Craque as dificuldades do acesso do Sapão
Anderson Silva Manaus (AM)

Meta alcançada e o retorno à Série A do Campeonato Amazonense garantido. Com dificuldades, sem apoio e bom futebol, o Operário de Manacapuru (distante a 68 quilômetros de Manaus) retornou à elite do futebol local e colocou mais um time da Terra da Ciranda na disputa do Amazonense 2015. O Sapão conquistou o acesso no último sábado (29) ao empatar em 2 a 2 com o CDC Nova Olinda – concorrente direto ao acesso – e ainda contou com os critérios técnicos do regulamento para subir.

Cotado como favorito desde a estreia na competição contra o Rio Negro, na derrota por 2 a 1, o presidente do Operário, Roberto Pereira, sempre se manteve longe dos “holofotes” da mídia. Desta vez, já garantido na divisão principal, ele revelou ao CRAQUE os problemas enfrentados no dia a dia, a colaboração dos jogadores e treinador que apenas recebem uma “ajuda de custo”, a rivalidade com o “primo rico” Princesa do Solimões e os trabalhos já pensando na temporada 2015.

Com o objetivo alcançado, agora dá pra comemorar?

Missão foi cumprida, agora é buscar o título. Nós montamos o time poucos dias antes do início da competição. Lá em Manacapuru o time treina no campo que se joga pelada. E quando tem a pelada a vaga do campo é para a pelada e não para o Operário.

Você chegou a assumir a presidência do Tarumã, o projeto não deu certo ?

Fiquei três meses no Tarumã porque não teria a Série B. Até então tínhamos uma base e nós iríamos dar continuidade na Série A (2015), já que havia sido cancelada a Série B e não haveria rebaixamento. Então nós (Tarumã) subiríamos.

E por que saiu?

Quando teve a reunião de que haveria a Série B, e que não aceitaram fazer um campeonato (Série A) com 15 times, eu decidi ir para Manacapuru e trazer Operário para disputa. Manacapuru é grande e tem o Princesa, que estava disputando o Brasileiro e com os jogadores livres fez com que montássemos um time em cima da hora, mas em Manacapuru, se fosse em Manaus não teríamos condições. Montamos porque já tinha essa base que era do Operário, que estava nos outros times, é o caso do He-Man, Imperador, Thiago Brandão, Clemilton, Ailton e outros.

O Operário surpreendeu a todos vindo com o uniforme azul e amarelo. Qual o motivo da mudança?

Rivalidade. Em Manacapuru já temos um time vermelho. Então decidi substituir o vermelho e colocamos o azul e o amarelo.

A ajuda financeira foi suficiente?

Nós somos o único time que não temos patrocinador em Manacapuru, não temos ajuda de nada e não sei nem se agora vamos ter. Até o presente momento não temos nada, não temos nem ninguém para nós dar os parabéns.

E como os jogadores eram pagos?

Uso aquela palavra que o evangélico, o católico, a pessoa que crê em Deus fala: o cidadão fecha a porta ali, e quando você está com Deus ela se abre. Foi o que aconteceu com a gente, não tínhamos nada e quando resolvi voltar os jogadores me ligaram dizendo que não queriam um salário, e sim uma ajuda de custo para não ter que ficar zero. O técnico também recebe uma ajuda de custo. Ainda tivemos apoio do Mitoso (presidente do Manaus F.C) que nos ajudou emprestando atletas e o Charles (atacante) que se ofereceu para jogar na equipe.

Não houve reclamação por parte de salários?

Eles aceitaram não só a ajuda de custo, mas como o local que iriam ficar, como iriam trabalhar tendo cinco bolas... E disse: só tenho isso a oferecer para vocês! E eles aceitaram.

Com o acesso como fica a rivalidade com o Princesa?

Tanto o torcedor quanto o patrocinador estavam calados, estavam com o Sapo na garganta... Sábado (29) em Nova Olinda (empate que deu acesso ao Operário) eu acho que o Princesa beijou a boca do Sapo e o Sapo virou rei (risos). Então tenho certeza que as portas vão se abrir. Mas me dou muito bem com os dirigentes e o presidente do Princesa.

O Gilbertão vai ser a casa do Operário?

O estádio está sendo reformado pelo Governo, será que vão liberar pra gente? Em 2013 o Operário não participou da Série B porque o poder público falou que iria mexer no estádio e não mexerem. Só vieram mexer agora este ano. Então se eles tivessem falado que o campo só iria ser mexido depois nós teríamos disputado a Série A deste ano.

Quanto ao plantel para ano que vem?

Já temos cerca de 60% do nosso elenco fechado, inclusive o próprio treinador (Fábio Luiz) vai ficar para 2015. Então acredito que as portas vão se abrir e o Operário vai voltar a ser o que era antes. Mas ainda temos dois meses de contrato com eles (comissão) e todos interessam para o ano que vem e quem vai definir é o treinador.

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