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Princesa do Solimões

Presidente do Princesa fala sobre forma de gerir o clube e a política pé no chão

Gestor do Princesa, Alexandre Modesto mostra o seu jeito modesto de gerir o futebol do Tubarão. Com ele o negócio é ser pé no chão 27/06/2017 às 20:22
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(Foto: Evandro Seixas)
Camila Leonel Manaus (AM)

Modesto Alexandre é conhecido em Manacapuru pelas marchinhas de carnaval que agitam a cidade na época da maior festa popular do país. Já não bastasse trabalhar com a maior festa popular, agora ele também está envolvido com a maior paixão brasileira: o futebol, mas mesmo com áreas que mexem tanto com o emocional, é a razão que manda na hora de administrar.

Presidente do Tubarão do Norte desde o fim do ano passado, ele assumiu o clube por aclamação, já que foi a única chapa a se candidatar após o fim do mandato de Holofernes Leite. Ele não gere o clube sozinho, conta com a ajuda da antiga diretoria, mas de uma coisa não abriu mão. “Eu falei, vou assumir e eles falaram ‘nós apoiamos’, mas vai ser do meu jeito”, diz.

E o jeito Modesto de administrar ficou impresso desde o início do ano ao montar um time com cerca de 18 jogadores regionais e com salários dentro da realidade financeira do clube. Em alguns jogos o Princesa chegou a relacionar 15 jogadores. Elenco reduzido? Ele não vê bem assim. “A gente não tem um time reduzido. Temos uma verba reduzida, então tem que lidar com isso. Estamos em crise. Não pode forçar a barra”, explicou.

Com a realidade, boa parte das despesas do Princesa foi paga durante o ano com o dinheiro da venda do mando de campo na partida contra o Internacional na Copa do Brasil (Modesto não revela o valor exato alegando cláusula contratual que não permite a revelação, mas o valor é perto dos R$ 100 mil) e diz que “eu venderia quantas vezes fosse necessário porque eu não faria esse dinheiro aqui em Manaus e eu não tenho dinheiro pra repor”, explicou.

 Hoje todas as despesas do Princesa incluindo salários, alimentação, estrutura, é de R$ 80 mil. O planejamento foi feito com o dinheiro da venda do mando de campo e mais R$ 300 mil recebidos da CBF pela participação na Copa do Brasil. Todos os jogadores recebem salários equiparados e se tiver aumento para um, tem que ter para todos.

“Chega jogador e fala: eu quero ir embora. Ele quer é aumento. Então ele vai embora porque eu não vou dar aumento.  Se eu der para ele vou faltar com o respeito com os outros e ser antiético”, justificou Modesto que, para cortar gastos também dispensou o preparador de goleiros no último mês. “Tenho três goleiros. Ou eu dispensava um goleiro e ficava com o preparador, ou dispensava preparador para ficar com o Victor. Pra eu deixar o Victor desempregado, eu prefiro deixar o Ronaldo porque ele não é daqui e o meu lema é valorizar o daqui. Eu tenho que começar a trabalhar alguém de Manacapuru, não posso me dar um luxo de buscar alguém de fora. O nosso futebol tem mais de 100 anos e por que eu tenho que buscar de fora? Essa foi a minha visão. Se vai dar certo não sei, mas acho que é só ter força de vontade”.

Futebol e Festa

“No Riachuelo, fui lá ver o meu Princesa jogar e hoje, no Gilbertão, nosso querido Tubarão coloca a chapa pra esquentar”, diz uma das marchinhas escritas por Modesto Alexandre escreveu em homenagem ao Princesa. Torcedor declarado do time, ele já foi presidente de 2010 a 2012 e administrador na última gestão, mas a paixão mesmo é demonstrada nas músicas que compõe.

“Teve a questão da música, da gente fazer algumas marchinhas do Princesa. Sempre tive esse envolvimento em relação a estar ajudando. Sou torcedor e sempre tive vínculo com a diretoria e com o Princesa”, disse o presidente que  ainda está descobrindo o mundo do futebol na parte administrativa. Ele diz que ainda não entendeu também algumas manias dos boleiros como o pai nosso que “é numa velocidade que não dá para concentrar”, disse.

E no futebol, Modesto não esqueceu de outra festa popular de Manacapuru: a ciranda. Tanto que as três agremiações - Guerreiros Mura, Tradicional e Flor Matizada - estão representadas nos uniformes do Tubarão.

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