Sábado, 26 de Setembro de 2020
GAVIÃO DECISIVO

Prestes a completar 1000 dias de Gavião, Rossini abre o coração: 'Me sinto em casa'

Candidato a ídolo não só do Manaus, mas de todo o futebol baré, Rossini fala da passagem pelo clube na semana em que completa 1000 dias de Gavião. Gols decisivos são atributos do atacante



rossini_camisa_25828659-AA78-4B4A-8488-3B9703BEE5B8.JPG Foto: Ismael Monteiro/Manaus FC
03/08/2020 às 09:40

Qual é a relação entre o número 1000 e o trabalho? Segundo especialistas da numerologia, quando se trata do âmbito profissional, essa combinação mostra que você possui capacidade de liderança. Outros entusiastas da área dizem que o numeral é, geralmente, associado às qualidades e talentos. Os atributos destacados, com certeza, são evidências da passagem de Rossini pelo Gavião do Norte.

Anunciado em 10 de novembro de 2017, o camisa 10 do Manaus vai completar 1000 dias pelo clube na próxima quinta-feira (6). Bicampeão amazonense, fundamental na campanha do acesso à Série C do Brasileiro e carrasco de time de Série A na Copa do Brasil, o paulista formado na base do Santos se tornou um dos maiores nomes do futebol amazonense vestindo a camisa esmeraldina do Manaus.




Camisa 10 marcou dois gols contra o Caxias, no 'Jogo do Acesso'. Foto: Paulo Trindade/AGIF

Sejam pelos dois gols no ‘Jogo do Acesso’, ou até mesmo pelos dois gols no jogo da ida da final do Brasileiro Série D 2019, Rossini ganhou ‘status’ de ídolo. Com exclusividade, o camisa 10 abriu o coração para o CRAQUE e falou como tem sido a ‘aventura manauara’. Ainda que incluso no universo de incertezas do futebol, um desejo - ainda distante no tempo - do ídolo do Gavião do Norte acalma a torcida: “Ficaria muito feliz de pendurar as chuteiras no Manaus”.

Chega o 'Menino da Vila'

Formado nas categorias de base do Peixe, Rossini chegou ao Manaus com o selo ‘Menino da Vila’ de qualidade. Em 2005, o atacante integrou os profissionais para qualificar o já qualificado elenco campeão brasileiro no ano anterior. Entre os ‘professores’ do ainda garoto Rossini, Robinho, Giovanni, Ricardinho, Tcheco e o lateral Léo. Com pouco espaço, o camisa 10 do Manaus procurou outras casas levando os aprendizados da Vila.


Rossini marcou é tido pela torcida como o cara dos gols decisivos. Arte: Helinaldo Lima/A Crítica

“Foi uma experiência muito boa jogar com grandes craques, de nível de Seleção Brasileira. Agradeço muito a Deus por ter tido essa oportunidade e ter aprendido bastante na minha passagem por lá. Hoje, posso estar dando sequência no meu trabalho ajudando os mais novos assim como fui ajudado lá atrás”, destacou Rossini, que como muitos no Brasil, começou a jogar bola se inspirando no irmão mais velho Ramires.

A chegada em 2017, segundo o camisa 10, aconteceu por indicação de Angêlo Márcio, gerente de futebol do Gavião do Norte, que repassou a ideia para presidente e presidente de honra do clube à época, Giovanni Silva e Luis Mitoso, respectivamente. “A partir do primeiro contato, a conversa foi fluindo e tive a oportunidade de vir para Manaus, para o Manaus (clube), poder contribuir com o meu trabalho para o crescimento do clube”, detalhou o atacante.

Gols decisivos 

Se hoje Rossini é considerado um ídolo não só do Manaus, mas de todo o futebol amazonense, é por conta dos gols decisivos. De mais marcantes, os dois tentos contra o Caxias-RS, pelas quartas de final da Série D 2019, que é lembrado por muitos como o ‘Jogo do Acesso’. Em uma Arena da Amazônia lotada, o camisa 10 fez os dois primeiros gols da vitória por 3 a 0.

“Agradeço a Deus por ser reconhecido pela torcida. Mostra que estou no caminho certo para ser referência do clube. A responsabilidade só aumenta e faz com que eu me cobre mais a cada dia”, ressaltou Rossini, que também fez dois gols no primeiro jogo da final da Série D, contra o Brusque-SC, e marcou o tento salvador que eliminou o Coritiba na Copa do Brasil.

Ainda no ‘shape’, um desejo: “Costumo brincar que sou só a ‘capa do Batman’. Me cuido muito, mas daqui a uns quatro, cinco anos, ficaria muito feliz de pendurar as chuteiras no Manaus”, completou Rossini.

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Repórter do Craque
Jornalista em formação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e repórter do caderno de esportes Craque, de A Crítica. Manauara fã da informação e que procura aproximar o leitor de histórias – do futebol ao badminton.

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