Terça-feira, 15 de Junho de 2021
AMOR À CAMISA

Prestes a completar 80 jogos, Toró relembra sua trajetória pelo Princesa

Em entrevista, o volante do Tubarão relembrou a caminhada pelo clube, no qual já atuou em 79 oportunidades; ele completa 80 jogos no difícil jogo deste domingo, contra o São Raimundo



TORO_3C08F85A-7FAE-4D66-99FE-5C0618003DBA.jpeg Foto: Gilson Mello
08/05/2021 às 11:30

No domingo (9), o Princesa tem um grande desafio pela frente: precisa ganhar por no mínimo três gols de diferença para superar o São Raimundo e garantir vaga na final do Barezão. A partida, no entanto, tem uma importância a mais para um dos atletas do time de Manacapuru: o volante Toró completará 80 jogos vestindo a camisa alvirrubra.

São quase 8 anos junto com o Tubarão e Toró relembra que, quando recebeu a primeira proposta para se juntar à equipe, não teve interesse e já tinha até acertado com outro time. Porém, pensando melhor e com incentivo de amigos, decidiu aceitar.

“Em 2013, me convidaram para vir para o Princesa do Solimões, mas eu já havia sido chamado pelo professor Aderbal Lana para trabalhar com ele em Itacoatiara, no Penarol. Naquela época eu não tava nem aí para nada, me ligaram do Princesa para fazer uma proposta, mas eu não gostei e não atendi mais o telefone deles. Só que uns amigos que eu tinha em Manacapuru me procuraram e pediram que eu viesse para cá. Eu falei que só iria se o Rafael Maddy me ligasse, então ele veio e falou comigo, sendo que eu já tinha tudo acertado lá no Penarol. Mas tudo isso o Rafael falou, que iria cobrir e acabou que eu vim mesmo”, contou.

No mesmo ano, o volante já foi importante na campanha do Princesa, que se sagrou, pela primeira vez, campeão amazonense. Já em 2014, com a chegada de mais reforços, Toró acabou não sendo muito utilizado, participando de apenas dois jogos.

“Acertei o contrato com eles em 2014, mas não tive muita oportunidade. As vezes não dão valor para base que tem e como tiveram mais recursos, trouxeram outros jogadores, medalhões. Em 2015, já não estava mais em compromisso com o Princesa e fiquei fora da equipe, retornando em 2016”.

Com o Operário subindo para a Série A do Amazonense em 2015, Toró regressou a sua antiga equipe, por onde disputou as edições de 2011 e 2012. Mas o Sapão da Terra Preta não conseguiu fazer um bom campeonato e, no ano seguinte, Toró voltou de vez para o Tubarão, chegando a disputar Copa do Brasil e Série D.

“Também não tive muita oportunidade naquele ano, mas no momento em que precisaram de mim, eu ajudei. Fizemos um bom campeonato no Brasileiro, só que não conseguimos chegar ao acesso”.

Apesar de ter contribuído com a equipe do São Raimundo - que disputou a segunda divisão do Estadual em 2017 -, o volante seguiu com o time de Manacapuru, se estabelecendo até os dias atuais.

”Em 2017, continuei, na época era o professor Alberone. Em 2018 veio outro e eu sempre por aqui. 2019 também fizemos um bom campeonato, mas infelizmente machucaram muitos atletas, era um elenco maravilhoso. Já em 2020, nós estávamos para cair, foi quando veio a pandemia e resolveram não participar do campeonato”, acrescentou.

Temporada especial

Depois de ficar de fora da Seletiva 2020, o Princesa montou uma equipe sem muitos recursos para o Barezão 2021, com a maioria dos jogadores estreando no profissional. Ao lado de outros companheiros, Toró se tornou um dos nomes de referência da equipe e teve grande contribuição na chegada do Tubarão até essa semifinal.

“Nesse ano o Maddy me chamou e perguntou se eu poderia ajudar nesse projeto que ele tinha, para não deixar o time de fora. Eu, além de jogador, agora também sou torcedor do Princesa e decidi ajudar. Estamos na semifinal, com uma grande luta pela frente, que aos nossos olhos é quase impossível, mas para Deus nada é impossível. Então vamos crer e batalhar”.

Sobre a marca que vai vir a atingir na próxima partida, o jogador diz estar muito contente com a oportunidade e trajetória junto ao clube, e que sente muita gratidão à toda a equipe do Princesa.

“Eu fico feliz em estar aqui pela equipe do Princesa, em estar fazendo 80 jogos, se Deus permitir, domingo. Sou muito feliz e grato a Deus por ter me colocado nesse clube, onde só tem pessoas honestas, sinceras, que gostam do futebol e do Princesa do Solimões. Grato pela torcida, pela diretoria, pelo presidente e grato pelo homem que está na frente, Rafael Maddy,” concluiu.

Aliança

Por sua vez, o diretor de futebol do Princesa, Rafael Maddy, também relembrou sobre a história do jogador e disse que a recusa inicial, em fazer parte da equipe, se deu por Toró antes defender a camisa de outro time local, não vendo muito interesse e tendo receio em ir para o rival. Mas, com uma conversa, conseguiram se acertar e dar início a essa parceria duradoura.

“Em 2011, o Toró jogava pelo Operário, que se tornou “arqui-inimigo” nosso, pois era um clássico local. Aquele ano foi difícil para os dois times e criou-se uma rivalidade por conta da torcida. Como ele era rival, a gente não tinha muita amizade devido cada um estar buscando seu espaço. Em 2013, a gente montou uma equipe e tentou trazê-lo para cá, mas tava difícil pelo o que já tinha acontecido no passado. Aquela coisa de vestir a camisa do rival. Mas o Operário já não estava mais participando e foi quando eu mesmo sentei com ele e conversei. De ali em diante, a gente construiu uma aliança”.

Não só sobre a temporada atual, como também sobre todos esses anos percorridos juntos, Maddy se mostrou orgulhoso do desempenho do jogador e de toda sua trajetória construída.

“Toró tá fazendo um grande campeonato. Fico muito feliz pela história dele aqui, pelo reconhecimento do torcedor e por saber que podemos contar com ele, como está sendo feito nessa competição”, finalizou.




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