Domingo, 21 de Julho de 2019
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Primeira fala de Cleuter Barros após a libertação: ‘até o inferno com o timão’

Amazonense Cleuter Barros, que estava preso na Bolívia, faz declaração de amor ao clube



1.jpg No detalhe Cleuter Barros disse que vai até o ‘inferno’ com o Corinthians
05/08/2013 às 09:14

A falta de contato telefônico do amazonense, Cleuter Barreto Barros, de 24 anos, que integrava o grupo de cinco torcedores corintianos que foram soltos da prisão San Pedro, em Oruro, na Bolívia, no sábado, está deixando os familiares dele, que residem em Manaus, inconformados. Após ficar preso por 156 dias, a família tinha certeza de que a primeira coisa que Cleuter faria seria telefonar para eles, mas não foi isso que aconteceu. “Passei o sábado e o domingo tentanto entrar em contato com ele. Como ele não tem telefone celular, liguei para a sede da Gaviões da Fiel (torcida que Cleuter é associado) mas ninguém atendeu. Mesmo assim, era obrigação dele nos telefonar. Ele sabe da nossa aflição. Tenho que ter uma conversa séria com ele. Vou convencê-lo a retornar para Manaus e parar com esse fanatismo. A única coisa que sei é que ele está bem”, contou o irmão, Carlos Augusto Barreto, de 46 anos.

A única fala que os familiares ouviram de Cleuter foi em uma reportagem sobre a chegada do grupo na televisão. Nela, o amazonense demonstra todo fanatismo pelo clube dizendo que “O Corinthians pode jogar no inferno que eu vou estar lá”. Para Carlos, a impressão que ficou é de que ele não aprendeu a lição. “Isso é um absurdo. Como é que uma pessoa pode chegar nesse ponto? Precisamos conversar com ele urgentemente. Temos que aconselhá-lo a dar mais importância a família. Ele não era assim”, comentou.

Carlos Augusto Barreto criticou muito a falta de apoio que recebeu da torcida organizada Fiel Manaus durante os meses em que o irmão ficou incomunicável na penitenciária. “Olha, essa torcida do Corinthians aqui de Manaus é brincadeira. Se dependesse dela, meu irmão continuaria preso. Durante todo este tempo em que ficou lá (na Bolívia) nós não tivemos nenhuma informação ou motivação com o intuito de soltarem o Cleuter. Eles (Gaviões) nunca me procuraram para dar apoio”, frisou Carlos, indignado.

Além de Cleuter, os torcedores Leandro Silva de Oliveira, José Carlos da Silva Júnior, Marco Aurélio Nefreire e Reginaldo Coelho foram libertados na noite da última sexta-feira. Eles e outros sete, libertados em junho, eram acusados da morte do garoto Kevin Espada, atingido por um sinalizador marítimo durante jogo entre Corinthians e San José, no dia 20 de fevereiro, pela primeira fase da Libertadores. A defesa dos 12 sempre alegou que eram todos inocentes. Um menor, de 17 anos, assumiu a autoria do disparo em depoimento à Vara da Infância e da Juventude de Guarulhos, onde vive, e também no Consulado da Bolívia em São Paulo, mas ainda aguarda o julgamento do caso em liberdade.

Timão vence 2ª seguida

O Corinthians foi a Santa Catarina e voltou para casa com mais três pontos na tabela. Sem grande esforço, a equipe paulista derrotou o Criciúma por 2 a 0, em jogo morno realizado ontem no Estádio Heriberto Hülse, chegou à segunda vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro e já ameaça entrar na briga pelas primeiras colocações.

Renato Augusto e Guerrero, ainda no primeiro tempo, definiram o placar. O resultado levou o Corinthians aos 17 pontos, se aproximando do G4, o grupo dos quatro primeiros colocados. O principal, porém, foi que conseguiu, pela primeira vez nesta edição do Brasileirão, somar duas vitórias seguidas - tinha vencido o Grêmio na última quarta-feira. O Criciúma, por sua vez, ficou com apenas 11 pontos, ameaçado pelo rebaixamento. Se há algumas partidas o ataque corintiano preocupava, agora a defesa da equipe merece elogios. Esta foi a terceira partida consecutiva sem levar gol. Assim, o Corinthians segue como o menos vazado da competição, com apenas cinco gols sofridos em 11 partidas.

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