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‘Princesa volta em novembro’, afirma empresário e diretor de futebol Raphael Maddy Júnior

O título inédito do Estadual de 2013 muito se deve ao espírito empreendedor de Raphael, que levou conceitos de empresa para aplicar no clube 31/05/2013 às 10:30
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Diretor do Tubarão, o empresário Raphael Maddy concede entrevista
Paulo Ricardo Oliveira ---

A nova face do dirigente do futebol local responde pelo nome de Raphael Maddy Júnior, de 39 anos, empresário do ramo de material de construção que cumpre paralelamente a função de diretor de futebol do Princesa do Solimões. O título inédito do Estadual de 2013, diga-se de passagem, muito se deve ao espírito empreendedor de Raphael, que levou conceitos de empresa para aplicar no clube, além, é claro, de desembolsar algumas centenas de reais para bancar o time. O planejamento prévio das ações, a organização na execução do que foi planejado, a aposta em um elenco conhecido e em um treinador “de casa” combinaram perfeitamente para a campanha vitoriosa. A seguir, trechos da entrevista concedida por Raphael ao CRAQUE.

Qual o significado do título?

Essa conquista fez um filme passar na minha cabeça. Foi emocionante. A decisão por penalidades foi a maior batalha da história do Gilbertão (estádio municipal Gilberto Mestrinho), comparável à batalha dos Aflitos (Grêmio x Náutico, no Brasileiro de 2005). Aos 44 minutos do segundo tempo, quando o Nacional levou a decisão para os pênaltis, meus jogadores estavam exaustos e cabisbaixos. Levei todos para o meio de campo e conversei com cada um deles, dizendo a importância daquela conquista para gente. Conseguimos. Somos Campeões!

Qual o planejamento prévio feito pelo clube para 2014?

Nossa maior tristeza é ver esse elenco vencedor ter que se desfazer porque não haverá calendário neste segundo semestre. Nossa intenção é começar a trabalhar visando à próxima temporada já em novembro deste ano. Parte dos jogadores ficou comprometida de voltar a jogar no Princesa. Outra parte a gente vai manter o contrato, mas com a ressalva de poder emprestar a algum clube neste período que vamos ficar parados. Sobre o treinador, a conversa será em outro nível, pois esse título valoriza muito o Marquinho no mercado. Vamos conversar com ele.

E o estádio Gilbertão está pronto pra receber os times visitantes?

Precisa de reforma urgente! Há meio caminho andado. Aquelas torres (quatro ao todo) que eram da Colina, estão aqui. A iluminação é o de menos. Vestiários têm que ser melhorados, assim como o espaço para arquibancada precisa ser ampliado. Estarei 100% empenhado nisso.

O título eleva o Tubarão ao nível de clube grande local?

Sem dúvida! Dentro de campo, o Princesa foi o melhor e mais regular time nos dois turnos, com elenco competitivo, treinador qualificado. Fora de campo, fizemos tudo para garantir essa estabilidade, honrando os compromissos e oferecendo boas condições de trabalho. São características de time grande, que pensa de forma profissional e administra razoavelmente o futebol. Mas ainda há muito para crescer, aprender e trabalhar no futebol. A disputa da Série D e da Copa do Brasil em 2014 serão nossos grandes desafios.

Quanto custou ao Princesa essa conquista inédita?

Ainda não há como mensurar isso. Iremos fazer uma contabilidade mais detalhada. O que posso dizer é que tínhamos um custo mensal de R$ 115 mil, incluindo folha de pagamento, transporte, alimentação, hospedagem, despesas médicas, enfim, todo gasto com a equipe. Não tínhamos grandes salários aqui. Os jogadores chamados medalhões, como Marinelson, He-Man, Rondinelli, Deurick e outros ganhavam um teto de R$ 3 mil. Nosso menor salário era R$ 700, do Souza, um talento de Nova Olinda de 18 anos que jogou com a gente. Teve também o gasto com premiações, divido em partes iguais pelos membros da diretoria (ao todo foram R$ 60 mil de bicho).  

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