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Prodígio de 10 anos estreia na categoria profissional e conquista título e público no Amazonas

O campeão Pan-Americano Júnior não sentiu o peso de competir entre adultos e garantiu o primeiro lugar na categoria profissional nas águas do Rio Tarumã, em Manaus 26/07/2015 às 21:38
Show 1
Pódio improvisado: Gabriel foi carregado após título em estreia dele na categoria profissional
Felipe de Paula Manaus (AM)

Enquanto Gabriel Benetton, uma das gratas surpresas do wakeboard brasileiro na atualidade, voava sobre a ondulação formada pela lancha na água do rio Tarumã, o animador do evento brincava dizendo que, de tão pequeno, o garoto era quase menor do que a onda. Mas nem o tamanho dos concorrentes nem o banzeiro do rio sob ameaça de chuva intimidaram o prodígio de apenas 10 anos, que estreou na categoria profissional em águas amazônicas e, de quebra, desbancou os marmanjos para se tornar campeão da categoria mais disputada do Am420nia Wakeboarding 2015.

O campeão Pan-Americano Júnior não sentiu o peso de competir entre adultos e fez uma série considerada abaixo de seu maior nível, mas ainda assim suficiente para garantir o primeiro lugar. Na hora da premiação, o garoto que tampouco se intimida com os microfones na hora de dar entrevista, não continha a cara de felicidade e mal expressava reação diante do assédio imediato dos novos fãs.

“Estou muito feliz. Quando eu fiz a minha série, sabia que ia ficar em primeiro ou em segundo”, disse Gabriel, que veio pela segunda vez – em 2013, ficou em terceiro lugar na categoria Open.Uma das grandes atrações do evento, o norte-americano Noah Flegel, um dos cinco melhores do mundo, foi um dos jurados do evento e, claro, não competiu, mas deu uma mostra de seu talento e fez uma exibição que praticamente levou o público ao delírio. “É minha segunda vez no Brasil, primeira na Amazônia. É um lugar muito louco para andar”, disse Flegel, que também se mostrou impressionado com o desempenho de Gabriel Benetton, que vem se firmando como um fenômeno do wakeboard brasileiro com promessas de se tornar um dos grandes nomes da modalidade no mundo.


“Ele está arrasando. Eu o vi andar no outro dia e fiquei de boca aberta. Ele só tem dez anos e acho que ele e eu acho que defitivamente ele vai ser um dos melhores que já saíram do Brasil”, disse Noah, rasgando elogios ao garoto. Mas não foi só o menino prodígio do wake brasileiro que encantou o atleta, que disse ter ficado até com certo receio de andar no Amazonas a princípio, por causa da crença do perigo de ser atacado por animais. “Eu não sabia o que esperar. Eu já vi vídeos de animais na floresta. Mas assim que cheguei, vi as pessoas na água, vi que é como qualquer rio.  Eu tenho mais chances de me machucar com as coisas que eu faço”, brincou Noah.

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