Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
Craque

Prodígio do wakeboard, garoto de 10 anos faz sua estreia como profissional em Manaus

Natural de Itanhaém, litoral paulista, o rapazinho inteligente e simpático é o mais jovem atleta a se tornar campeão pan-americano de Wake, em competição realizada na Argentina em fevereiro deste ano. 



1.jpg Gabriel Benetton, 10, é considerado um fenômeno do wakeboard brasileiro
24/07/2015 às 19:15

O Campeonato Ama420nia Wakeboarding já é um sucesso entre atletas da região, do resto do Brasil e até de fora do País.  O “festival de adrenalina” na água, como define o organizador do evento Mário Oliveira, contará com disputas de outras modalidades como stand up paddle, wake skate, além exibições de modalidades que vão de barefoot até paraquedismo.

Mas, mesmo concorrendo com atração internacional e uma grande variedade de esportes dentro e fora da água, quem promete roubar a cena no evento é um garoto de apenas 10 anos de idade, mas que é considerado um fenômeno brasileiro do wakeboard: o paulista Gabriel Benetton, que faz sua estreia na categoria profissional e já chega para brigar pelo título nas águas do Amazonas.



Natural de Itanhaém, litoral paulista, o rapazinho inteligente e simpático é o mais jovem atleta a se tornar campeão pan-americano de Wake, em competição realizada na Argentina em fevereiro desse ano. Com talento de campeão, ele acumula recordes e prêmios na carreira antes impensáveis para alguém de tão pouca idade.

Em 2014, Gabriel, ou Bi, como é chamado pela família e pelos companheiros de Wake, foi campeão do Red Bull Wake Premiere, parte do Grave Tour (Campeonato Regional da Flórida), e do Wake Games, competição de nível mundial realizada em Orlando, também nos Estados Unidos, só para citar as mais importantes.


Bi, como é chamado pela mãe e colegas de wake, tem relação íntima com a água

Sem ninguém da sua idade com nível para competir com ele, a revelação do wakeboard brasileiro competirá pela primeira vez entre os profissionais e já tem método próprio para espantar a pressão da estreia.

“Eu estou muito feliz. Se eu ganhar ou se perder, pra mim vai tá bom, sabe? Porque eu vou tá sem pressão nenhuma. Se eu perder no profissional também tá bom, né? Então vai ser legal”, disse, Gabriel, com fala tão espontânea quanto sua habilidade natural para o esporte de prancha, que começou aos seis anos por influência de amigos, logo ultrapassados pelo talento do prodígio, que fez uma exibição de sua arte para a reportagem e voou sobre as águas do Tarumã.

“O Bi é um fenômeno. Na idade dele, no nível que ele está, pode ser o melhor do mundo”, disse Thiago Abrahim, amazonense que mora fora e voltou à terra natal só para participar peso do evento. “Ele é, podemos dizer, um Neymar do wakeboard”, acrescenta Mário Oliveira, numa comparação, por assim dizer, mais didática.

Mãe-coruja

Gabriel Benetton, uma das maiores se não a maior descoberta dos esportes radicais de água brasileiro nos últimos anos, não é diferente. Esperto, bem humorado, ele não deixa de ser, ainda assim, apenas um garoto.Caindo na água, que parece ser seu “habitat”, ele acena para a mãe e comemora quando acerta manobras difíceis.

Apaixonado por esportes, ele começou a surfar aos quatro anos e aos seis iniciou a prática do wakeboard, onde logo se destacou. A mãe, Patrícia Benetton, coruja, sempre viaja com o filho, que só desgruda dela na hora de cair na água.“Antes ele era mais kamikase. Hoje tem mais consciência das manobras que faz. A mãe agradece”, brinca a farmacêutica, que acompanha o filho nas competições. A próxima, aliás, é o campeonato mundial da modalidade, que será em Cancun, no México, em novembro. Estaremos na torcida!


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