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Esportes
SIMPLES E PRÁTICO

Projeto social dá show de inclusão com aulas de skate

O projeto Skate Terapia funciona desde 2012 e tem mudado a vida de crianças com alguma deficiência 13/07/2016 às 11:27 - Atualizado em 13/07/2016 às 13:27
Show skate
O projeto é coordenador por Ney Metal e atualmente conta com 9 crianças. (Foto: Evandro Seixas)
Camila Leonel Manaus (AM)

No Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou, Zona Oeste de Manaus, o skate não é só um simples instrumento para subir e descer rampas, o esporte radical é utilizado como ferramenta de inclusão para crianças deficientes. O projeto Skate Terapia funciona desde 2012 e tem mudado a vida de crianças com alguma deficiência.


Uma das alunas do projeto é Ketlen Braga, de 19 anos. A jovem que tem paralisia cerebral começou a fazer as aulas há dois anos. No início, Jaciara Braga, mãe da jovem, não gostou muito da ideia, mas com a insistência da filha começou a acompanhar as aulas e hoje vê os benefícios que o esporte trouxe.


“Logo que eu vi eu não aprovei porque é muito aluno e ele (coordenador) é sozinho mas ela queria muito vir pra cá, porque ela só gosta de esporte radical, ela não queria outra coisa.  Hoje melhorou o equilíbrio, a atenção. Ela tem muita coordenação porque o skate precisa de muita coordenação e equilíbrio. Ela sobe e desce a rampa, se esforça bastante e eu perdi mais o medo também e ela interage muito e eles interagem muito com ela. É um vínculo que ela criou aqui de estar a inclusão com outras pessoas e eles aceitaram ela muito bem”, contou a mãe.


Outra mãe que comemora os avanços do filho desde que ele começou a praticar o skate é Alessandra Santos, mãe do João Lucas, de 11, que também tem paralisia.


“Ele começou tem dois meses. Ele viu, achou interessante e começou a fazer, ele nunca tinha feito e já está muito bem. Já desce rampa ele se desenvolveu mais, está mais calmo, porque ele era muito estressado. Ele está feliz por conseguir fazer um esporte por ele nunca ter feito nunca mesmo. Eu nunca achei que ele conseguiria descer uma rampa por ele não ter força na perna e nem no braço, mas ele aprendeu muito rápido por ver os meninos descendo, se envolveu e gostou bastante. Eu fiquei muito feliz”, revelou.


Leonardo também começou recentemente. Ele que tem mielo e não anda já teve melhoras de acordo com a mãe dele, Luzia Jeane. “Ele ficou admirado quando chegou e até hoje não parou mais. Sempre tê apoiando.  Ele teve muitos avanços e mesmo com pouco tempo, ele já está muito avançado”, contou.


De acordo com Ney Metal, coordenador do projeto, nove crianças participam da skate terapia. “O skate é um esporte de socialização e se resume à inclusão social. Quando as crianças chegam aqui, elas passam a ter novos amigos. Independente dela ter um grau de dificuldade ou não de ter deficiência ou não, o skate é uma ferramenta do bem”, explicou.

Leonardo mostra suas habilidades no projeto Skate Terapia (Foto: Evandro Seixas)

Leonardo pratica skate há dois meses e começou com o convite de Ney Metal para participar das aulas no projeto skate terapia. "“Eu estou indo bem. Já consigo subir as rampas e praticar com os meus amigos que estão aqui andando de skate também”, disse o garoto.

Leonardo não anda devido a uma síndrome conhecida como mielo, mas isso não foi barreira para ele fazer parte do projeto Skate Terapia.

Números

9 alunos participam do projeto Skate Terapia, mas, ao todo são entre 80 e 90 alunos que aprendem a andar de skate e, que além de aprender manobras radicais, tem conversas sobre meio ambiente, cultura, família, exploração sexual, violência, drogas, entre outros assuntos.

Aula todo dia

De acordo com o coordenador Ney Metal, as aulas do projeto acontecem todos os dias: das 8h às 10h, das 17h até as 18h e das 18h às 19h30, no Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou, no bairro Santo Antônio, Zona Oeste da capital amazonense.

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