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Projeto social ensina artes marciais para crianças e jovens

A ideia do projeto que atinge a Zona Centro-Oeste de Manaus é ajudar aqueles que sempre sonharam em ser atletas e não tinham condições ou oportunidade 18/02/2013 às 00:50
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A ideia do projeto é ajudar aqueles que sempre sonharam em ser atletas
Lorenna Serrão Manaus (AM)

Um projeto social que pretende formar campeões das artes marciais e da vida. Este é o objetivo do RIA (Resgatando a Infância e a Adolescência), destinado a pessoas de baixa renda, que existe desde 2007 na academia Top Life, no Campos Elíseos, Zona Centro-Oeste de Manaus, e é coordenado pela faixa-preta de jiu-jítsu, Andrezza Martins, esposa do lutador do Ultimate Fighting Championship (UFC), Adriano Martins.

 “A ideia do projeto é ajudar aqueles que sempre sonharam em ser atletas e não tinham condições ou oportunidade, até então. Nós mostramos o caminho para que essas pessoas tenham uma nova opção e possam acreditar que é possível ter um futuro melhor. Aqui a luta é vista como uma profissão”, salientou Andrezza Martins.

Atualmente, o projeto que conta com presença de 30 alunos e oferece aula de jiu-jitsu, judô, luta olímpica e kick boxing, funciona em três turnos (das 8h30 às 9h30, das 15h30 às 16h30 e das 17h30 às 18h30). E para participar é bem simples. “É necessário ter entre 4 e 21 anos, está estudando e estar disposto a seguir as nossas regras, sou muito exigente. As mães dos atletas assinam um termo que contem todas as normas do projeto e a cada bimestre devem apresentar o boletim para a coordenação”, pontuou.

Ainda segundo Andrezza, o projeto é um verdadeiro impacto com a realidade. “Nós oferecemos lanches para os alunos dos turnos da manhã e da noite. A ideia foi de um pai que disse que na maioria das vezes as filhas vinham treinar com fome e quando voltavam para casa ele não tinha nada para oferecer a elas, aquilo me tocou e eu entrei em contato com os outros professores e com o dono da Top Life, Silvio Façanha, e desde então as crianças recebem lanche”.

Além de Andrezza, que ensina o jiu-jitsu, o RIA conta ainda com o apoio de Elton Henrique, professor de luta olímpica, Moacir Bittencourt, professor de kick boxing, e Edilson Henrique, professor de Judô. “Todos nós recebemos um salário simbólico, mas estamos aqui porque queremos formar novos atletas, campeões dos tatames e principalmente da vida e por isso não medimos esforços”, frisou.

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