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Quarentão e bem veloz, Sandro Viana tenta vaga na seleção brasileira

Aos 40 anos, Sandro participa de provas no exterior em busca de vaga na seleção para o Campeonato Mundial nas Bahamas 30/03/2017 às 00:11 - Atualizado em 30/03/2017 às 00:12
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Velocista amazonense marcou presença no Prêmio Brasil Olímpico (Foto: Divulgação)
Leanderson Lima Manaus, AM

O velocista amazonense Sandro Viana  - que completou 40 anos na última terça -, disputa a partir deste final de semana provas do circuito internacional de atletismo de olho em uma vaga na seleção brasileira. A lenda do atletismo baré batalha pela convocação para o time de revezamento que vai disputar o Campeonato Mundial nas Bahamas, no final de abril.

Sandro, que participou na noite de quarta-feira (29) do Prêmio Brasil Olímpico, no Rio de Janeiro, disputará no sábado o Grand Prix Sul-Americano ‘Alejandra Garcia’, da 
Argentina.

Na sequência, viaja para o Chile onde vai disputar o Gran Prix Internacional de Atletismo em Concepción e o Grand Prix de ‘Orlando Guaita’, disputados entre os dias 7 a 9 de abril.

“Venho treinando forte desde outubro (de 2016) até agora. Comecei o ano bem com competições locais e se eu acertar uma boa corrida posso almejar uma convocação para a seleção brasileira”, pontuou.

Medalhista
Sandro Viana, que fez parte do time brasileiro do  revezamento  nos Jogos de Pequim, em 2008 – e que vai herdar a medalha de bronze após caso de doping com time jamaicano – falou sobre como foi participar da maior premiação do esporte olímpico brasileiro, agora como um medalhista. “É uma realidade bem diferente. A recepção (como medalhista) esta sendo especial. É uma sensação diferente, tenho uma responsabilidade agora, o que tá me fazendo olhar para novos horizontes. Tem muita gente me procurando. É legal que o Amazonas tenha essa representatividade agora”, pontuou.

Viana contou como foi a preparação para esta que pode ser a sua última temporada. “Treinei muito forte, mudei de treinador. Para estar bem hoje tive que voltar a estaca zero. Tinha que esquecer tudo que tinha feito, como se eu tivesse começando agora. O meu novo treinador (Fabrizio Wilkens) ficou impressionando com a minha postura”, 
revela.

Estar com 40 anos competindo em alto nível em provas de velocidade não é para qualquer um. A vitalidade de Sandro chama tanto a atenção, que treinadores o procuram com frequência para que ele forneça informações sobre seu estado físico, para um estudo de caso. “Temos poucos atletas no mundo fazendo o que eu tô fazendo. Aqui no Brasil não tem ninguém chegando no nível de seleção com 40 anos. Alguns técnicos querem que eu descreva tudo que se passa comigo para que possam começar um estudo de caso para gerações futuras”, conta.
 

Aposentadoria
Apesar de ainda poder competir em alto nível, Sandro acredita que 2017 será mesmo o último ano de sua carreira. “Na questão esportiva estou bem, mas não tá bem na questão financeira. Não tô recebendo a atenção devida. Baseado nessas questões fica inviável pensar no ano que vem. Não é uma questão de capacidade, mas do que acontece fora da pista”, atesta.


Perto da linha de chegada em sua carreira, o amazonense sabe que já tem o seu lugar na história. “O que eu tô fazendo vai servir de exemplo para o esporte amazonense. Depois que minha carreira acabar ninguém nunca mais vai dizer que um amazonense não é capaz”, finaliza.

 

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