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CRAQUE relembra entrevistas marcantes de Carlos Alberto Torres para A CRITICA

Ao longo dos anos, o ex-lateral concedeu várias entrevistas ao Jornal A CRITICA sobre seleção, Manaus e Copa do Mundo. 26/10/2016 às 05:00
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Última entrevista foi em 2013, quando fazia análises da seleção para a Copa do Mundo do ano seguinte.
Valter Cardoso Manaus-AM

“Corremos um sério risco com essa filosofia de formar grupo. Seleção é o lugar para os melhores e, hoje, não temos os melhores”, este era o alerta feito por Carlos Alberto Torres em sua primeira entrevista ao CRAQUE, poucos meses antes da Copa de 2010, na África do Sul, que culminaria na eliminação do Brasil para a Holanda. Ainda naquela época, mesmo depois de uma boa campanha em eliminatórias e Copa das Confederações, o Capita pediu atenção ao modo como o futebol brasileiro vinha sendo gerido.
“Existe essa ideia de que temos sempre a melhor Seleção, os melhores jogadores e isso não é verdade. Essa geração não é melhor do que os outros jogadores. Em 1970 éramos, em 2002 também. Não é o caso agora. Se cairmos nessa armadilha estamos perdidos”, disse ele em 2010.

 
Manaus
Após jogar em Manaus com as camisas do Santos, da Seleção e do Cosmos, Carlos Alberto Torres sempre tratava com carinho a capital amazonense e se mostrava otimista com a volta do futebol local aos grandes palcos. 
“Adoro Manaus e creio que a cidade será uma das mais beneficiadas com a Copa. Ela será descoberta pelos estrangeiros e brasileiros também, e seu destino vai mudar após a Copa. Muitos criticaram a escolha dela em lugar de Belém. Concordo que o Pará tem mais tradição no futebol, mas Manaus é muito desenvolvida e tem um potencial turístico que precisa ser conhecido por mais gente e explorado. Se as autoridades souberem aproveitar, Manaus vai crescer muito. Quanto ao futebol, fico na torcida para que o Norte volte ao cenário”, disse ele em 2012, enquanto a Seleção e o país se preparavam para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. 

Copa do Mundo
Um ano antes do torneio, o Capita concedeu sua última entrevista ao CRAQUE, abrindo a série “Dossiê Copa do Mundo”, que entrevistou os campeões do mundo pela Seleção Brasileira.
O posicionamento firme, que lhe rendeu a fama de rigoroso e também ajudou a construir a sua imagem sempre esteve presente nas entrevistas concedidas pelo ex-lateral, até mesmo quando o assunto era a Copa do Mundo de 2014.
“Eu sempre defendi que antes de um Mundial, o País deveria melhorar as condições de saneamento, educação, saúde, segurança, estradas, infra-estrutura, enfim, questões básicas. Mas agora está tudo praticamente pronto. Protestar contra o que já está feito? Não tem sentido agora”, explicou ele ao CRAQUE em 2013.
Os jornalistas deste caderno também lamentam a perda de um excelente comentarista e jogador fora de série.  Em meio a tantas aspas e opiniões fortes do Capita, optamos por uma frase simples para encerrar esta matéria: Descanse em paz, no lugar para onde você se acostumou a apontar os troféus. Adeus.

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