Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
Craque

Quatro técnicos usam experiência futebolística na semifinal do Peladão Brahma 2014

Os comandantes Zé Roberto, Almeci Lucas, João Carlos e Carlos Prata só têm um objetivo: vencer os jogos que acontecem na noite desta quinta (12), no Estádio da Colina, bairro São Raimundo



1.gif Zé Roberto (acima e à esquerda), Almeci Lucas (acima e à direita), João Carlos (abaixo e à esquerda) e Carlos Prata têm juntos uma boa bagagem profissional em campo

Quatro técnicos experientes estão no comando das equipes semifinalistas do Peladão Brahma 2014, cujos jogos acontecem na noite de hoje, no Estádio Ismael Benigno, a Colina, no bairro São Raimundo, Zona Oeste de Manaus. O primeiro confronto é às 19h30, entre T5-Jamaica da Compensa e Grêmio Unidos da Glória. O segundo finalista será definido após a partida entre Panair Futebol Clube e Amigos da Cidade nova, às 21h. O acesso do público ao estádio é gratuito.

Aos 61 anos, Zé Roberto, técnico do Unidos da Glória diz que vive um momento ímpar. Isso porque diz treinar um elenco repleto de líderes, o que facilita o trabalho dele na hora dos jogos. “É bom uma equipe não depender só de um jogador ou de um técnico. Tenho uma média de cinco a seis líderes dentro de campo que tornam fácil meu trabalho. E até agora temos sido feliz assim”, afirma Zé Roberto.



Zé Roberto participa do Peladão desde o início do torneio. Nessa trajetória, participou dos três títulos que o Unidos da Glória ostenta. Mas somente no campeonato de 2007 e atuou como treinador. Nas campanhas anteriores (1989 e 1990), a participação foi como membro da comissão. Por isso, essa temporada do Peladão Brahma marca também a busca pessoal de Zé Roberto pelo bicampeonato, o quarto do Unidos da Glória. “Sou um dos idealizadores do time, mas nos dois primeiros anos, eu era mais dirigente. Agora, em 2007, era eu o treinador. E agora no quarto ano sou treinador de novo. Espero ter a sorte de ser campeão”, diz Zé Roberto.

Homem de comunidade, Zé Roberto destaca a adesão dos comunitários ao projeto de montar o time. “Nosso time é um time de comunidade. E cada um, seja do mais rico ao mais humilde, tem ajudado e não mede esforço para nos ajudar”, diz o treinador.

Para o jogo de hoje, Zé Roberto diz que o elenco buscou treinar o potencial técnico de cada jogador, como nas cobranças de pênaltis. Mas a confiança não só do treinador mais da comunidade está na garra que o grupo vem demonstrando ao longo do campeonato.

“Não deixamos de dar ajuda para os nossos jogadores dentro do que foi planejado e de forma muito humilde. Talvez isso tenha feito com que muitos jogadores, que já participaram de times com muito mais condições financeiras, estejam se dedicando tanto dentro de campo. Porque veem nossa dificuldade. É um time muito aguerrido e determinado”, comenta o treinador.

T5-Jamaica

Ciente da força do adversário, o T5-Jamaica da Compensa conta com a voz de comando do treinador Almeci Lucas, 36, que já foi campeão no ano passado, na categoria Peladinho, à frente do São Lukas/Compensão.

“Enfrentamos o Unidos da Glória na primeira fase e terminou em um empate sem gols. A tradição deles, inclusive por já terem sido campeões do Peladão, pesa bastante, reconhecemos. Depois de assistirmos algumas partidas deles para estudar o estilo de jogo, considero o time está bem preparado”, afirmou Almeci.

Ao lado do irmão Alcimário Lucas, que também é envolvido com futebol, Almeci faz parte da Associação Desportiva São Lukas, da Compensa, que se destacou no campeonato do ano passado. A associação surgiu em 2008, quando Almeci Lucas, 35, montou uma escolinha com 10 garotos do bairro.

“Criei o projeto, que depois se transformou em associação devido ao aumento do quantitativo de alunos. Temos equipes sub-12, sub-14, sub-16 e adulto. Curiosamente o T5 não faz parte da associação. O pessoal formou a equipe e me chamou para comandar. O nome do time surgiu por causa de uma rua lá do bairro”, contou o treinador.

Sobre a campanha da equipe da Compensa no Peladão, Almeci destaca o coletivo como um dos aliados. “Tivemos dois adversários difíceis, onde a união e a confiança da equipe foram fundamentais. Primeiro foi a partida contra o Cachoeira Futebol Clube, na fase do mata-mata, onde vencemos nos pênaltis por 3 a 1. Nas quartas de final, contra o Estalo, foi uma batalha grande e também fomos para os pênaltis e ganhamos de 3 a 2”, lembrou.

Duelo de titãs na outra semi

Treinador do Amigos da Cidade Nova, Carlos Prata tem na bagagem três títulos do Peladão. Para conquistar a taça do torneio dessa temporada, ele diz viver uma condição desejada por todo treinador: ter a confiança do grupo. “Temos um grupo de jogadores maravilhosos, que compreendem e obedecem o treinador. Isso é muito importante nessa competição”, afirma Prata.

Essa condição permitiu ao treinador impor a seguinte filosofia no grupo: um jogador só é dono da vaga enquanto jogar bem. “Nós temos uma filosofia aqui maravilhosa: quem entra e joga bem fica no lugar. Teremos muitas mudanças para esse jogo. E temos que guardar muita coisa para o segundo tempo”, avisa Prata.

O título mais recente conquistado por Prata foi em 2012 no comando do Martins Vical. Segundo o treinador, o Amigos da Cidade Nova oferece a ele e ao elenco a mesma estrutura que o Vical ofereceu a ele há dois anos.

“Nosso time veio para ser campeão. E se queremos isso, temos que enfrentar adversários fortes. Estamos trabalhando. A diretoria investiu e deu toda a estrutura para nós chegarmos aonde chegamos. Vamos ter mais um jogo difícil. Mas é o que sempre falo. Jogo é jogado e são 11 contra 11. Acredito que aquele que mais se aplicar ganha o jogo”, defende Prata.

Panair

Do outro lado, pelo Panair Futebol Clube, mais um “gigante” do futebol amazonense, que já teve seu talento reconhecido até mesmo no exterior. Na contramão da maioria dos atletas, João Carlos “Cavalo”, 47, já treinou equipes profissionais e agora se destaca no futebol amador. “Trabalho como treinador profissional há 10 anos, essa é a primeira vez que estou como técnico no Peladão”, diz Cavalo, que já jogou o maior campeonato de peladas do mundo atuando pela Feira da Banana na categoria Master.

Amazonense, criado no bairro Colônia Oliveira Machado, onde fica a feira da Panair, João atualmente mora em Brasília, mas veio para Manaus de férias e resolveu aceitar o desafio de comandar o Panair. “Faz tempo que acompanho o sonho do seu Raimundo Montenegro, presidente da equipe, de ver o Panair campeão do Peladão. Mesmo estando em casa de férias, aceitei o convite porque quero muito ajudar na concretização desse sonho”, contou.


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