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Quem foram os primeiros craques do Campeonato Amazonense?

Em seu segundo capítulo, série “Barezão Centenário” resgata a história dos primeiros ídolos do Campeonato Amazonense de futebol 21/09/2016 às 08:03 - Atualizado em 21/09/2016 às 08:39
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Cícero Costa (com a bola) foi o primeiro craque genuinamente amazonense a brilhar nos gramados do Estado
Leanderson Lima Manaus, AM

É impossível contar a história do futebol local sem mencionar os seus craques. Existem nomes que são unanimidades como Pepeta, Rolinha, Clóvis Aranha Negra, os irmãos Piola, Delmo, mais recentemente entre outros. Mas, antes deles, quem foram os primeiros ídolos do esporte bretão no Amazonas? É este é o tema do segundo capítulo da série: “Barezão Centenário”.

O Manaos Atlhetic – time formado exclusivamente por ingleses – foi o primeiro campeão amazonense em 1914. E foi lá que surgiu o primeiro craque gringo a brilhar nos gramados do Estado. Dono de estilo elegante, Barton formou com o colega Burns um ataque arrasador que ajudou o time inglês a conquistar o bicampeonato amazonense. E foi dele a primeira “bola de ouro” do Barezão.

Talento local

O Nacional já faz parte da história do futebol local por ser um dos únicos sobreviventes do primeiro campeonato, em 1914, ao lado do Rio Negro. O Leão da Vila também se transformou no maior vencedor do Estadual com 43 títulos até o momento e, também foi no Nacional que nasceu o primeiro grande craque legitimamente amazonense. Seu nome? Cícero Costa.

“Ele estreou em 1909 no time do Reserve, e defendeu vários clubes de Manaus”, afirma o historiador Gaspar Vieira Neto, 41. “Era um artilheiro nato e tinha um chute muito forte. Junto com o Paulo Mello, Cazuza, Santos e Paiva formou um ataque arrasador no Nacional que durou de 1913 a 1916”, completa.

O sucesso de Cícero foi tanto que ele também se tornou um dos primeiros jogadores a atuar em equipes de fora do Amazonas. “Depois de fazer sucesso em Manaus ele foi para o futebol do Pará onde vestiu a camisa do Remo em 1917, 1918 e 1919”, atesta Gaspar. Nesta época o Leão paraense conquistou o tricampeonato estadual.

Cícero ainda voltaria para Manaus para vestir a camisa do Galo da Praça da Saudade no de 1920.

E no Rio Negro?

Se o Nacional lançou o primeiro craque 100% baré, o Rio Negro – que futuramente se tornaria seu maior rival – não ficou por baixo. Entre 1913 a 1922 quem brilhou com a camisa do Barriga-Preta foi o craque Pudico. O talento dele levou o Rio Negro a seu primeiro título de campeão amazonense conquistado no ano de 1921. “O Pudico foi reserva no Nacional”, ressalta Gaspar.


Mártir do futebol
Mais do que um ídolo, um mártir do futebol. É assim que Pantaleão José de Lima será lembrado para sempre. Craque de bola, boa pinta, ele arrancava suspiro das fãs que acompanhavam os jogos do Atlético Rio Negro Clube.

Mas ele morreu de forma trágica no ano em que o clube conquistou seu primeiro título em 1921. Ele comandou o ataque do Galo da Praça da Saudade até morrer de forma súbita após ser atingido por uma bolada num jogo do Barezão.

Pantaleão tinha apenas 23 anos e a sua morte comoveu a Manaus da década de 1920. Talvez motivados pela morte do jogador, o elenco Barriga-Preta se “fechou” para conquistar o primeiro caneco do clube, que interrompeu o que seria o hexacampeonato do Nacional naquele ano. Foi a primeira vez que o Galo foi campeão, justamente em cima do Nacional. Era apenas o início de uma longa rivalidade...

 

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