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Raça Rubro Negra comemora 'maioridade' no Amazonas com feijoada, muita música e telão no Almirante Hall

O evento tem início ao meio dia, tem diversas atrações musicais rubro-negras e um telão para a transmissão do jogo entre Flamengo e Orlando City, neste domingo 13/11/2015 às 21:05
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Torcida já fez 'invasão amazense' na Gávea diversas vezes
Felipe de Paula Manaus (AM)

Ao completar 21 anos de existência neste domingo, em data que coincide com a comemoração do aniversário do próprio Clube de Regatas Flamengo (o dia da fundação é no dia 17), a Raça Rubro-Negra 46ª Região Comando Amazonas chega à maioridade completa colecionando histórias de amor e loucura pelo mais popular dos clubes do futebol brasileiro.

Nestas mais de duas décadas, a torcida que representa o maior público flamenguista fora do Rio de Janeiro, já chegou a “fretar” um avião inteiro para ver seu time campeão, teve entrada de sua diretoria no Maracanã “sabotada” por um taxista vascaíno e até já foi detida em aeroporto por excesso de – digamos assim – paixão clubista. Quem conta um dos casos é Lavor Neto, presidente da organizada há 14 anos.

Em 2008, quando o Flamengo conquistou o primeiro turno do Campeonato Carioca, a Taça Guanabara, e garantiu a vaga antecipada na final da competição, os membros da Raça organizaram uma viagem para mais de 160 pessoas ao Rio de Janeiro.Na ida para o Rio a fim de ver a final estadual, que seria contra o Botafogo, um dos aviões que partia de Manaus atrasou e a companhia propôs que a torcida fosse num avião só.

“Só tinham 20 gringos. Quase gente quase derrubou o avião”, conta Lavor, que se orgulha de ter intermediado o contato de muitos flamenguistas amazonenses com o clube pela primeira vez.“60% das pessoas que foram nessa viagem nunca tinham viajado de avião. Foi gente de Anori, Manacapuru, Coari, Tefé, Borba, Itacoatiara. Todo mundo teve a oportunidade de ver de perto o clube que ama”, diz Lavor.

A torcida angaria fundos por meios de doações, patrocínios, venda de material esportivo e festas.dxxesUm dos fundadores da Raça Rubro-Negra no Amazonas, Adenauer Goes, ajudou a instalar a pedra fundamental da torcida que hoje tem 3500 filiados e já levou mais de mil pessoas para jogos do Flamengo de nível nacional e internacional.

A primeira dessas viagens, em 1996, gerou histórias lembradas até hoje por ele. Foi a final do Campeonato Carioca de 1996: nada menos que Flamengo e Vasco no Maracanã. “Fomos detidos em São Paulo porque todo mundo estava bêbado, bagunçando no avião. Quando chegamos em São Paulo (conexão), já tinha uma turma da Infraero, com o nome da rapaziada, dizendo que não íamos poder embarcar”, conta.

Mas não foram só as autoridades da aviação brasileira que enquadraram a turma fanática de Manaus. Na chegada para o jogo no Maracanã, a diretoria da Raça Rubro-Negra recebeu um trote nada amigável de um taxista na capital carioca. O velho truque de ir pelo caminho errado sabendo qual é o certo. Porém, dessa vez não era dinheiro que o motorista queria, mas apenas sacanear os flamenguistas manauaras, que desconfiaram quando o táxi, ao invés de estacionar próximo à entrada da estátua de Belinni, passou direto e foi parar perto da entrada vascaína, para a revolta da diretoria da Raça.

“A gente ia ser linchado se saísse ali e pedimos para o taxista dar ré. Aí o taxista vira e diz: ‘fiz de propósito’. Imediatamente ele tomou uns ‘catiripapo’”, confessa Goes, sem nenhum arrependimento aparente. “Ainda andamos uns três quilômetros para entrar no portão certo”, exagera o ex-dirigente.

Neste domingo

O quê: Feijoada de aniversário da Raça Rubro-Negra e jogo contra Orlando City

Quando:Almirante Hall, Santo Antônio

Onde:15 de novembro, às 12h

Informações: Bar do Flamengo (Compensa), Nação Rubro-Negra (Carrefour de Flores)




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