Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
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Rafaela Barbosa pode se tornar a primeira judoca amazonense a participar de uma Olimpíada

A confirmação da lutadora na equipe que vai representar o País canarinho nos Jogos de 2016 deve sair logo após a seletiva olímpica, que acontecerá no dia 14 de dezembro, na Cidade Maravilhosa



1.jpg Rafaela Barbosa pode se tornar a primeira judoca amazonense a participar de uma Olimpíada
26/10/2014 às 10:26

Aos 21 anos, Rafaela Barbosa pode fazer história ao se tornar a primeira judoca amazonense a participar de uma Olimpíada. A possibilidade por si só já significa muito para a atleta, que começou a praticar judô aos 13 anos. Mas o fato dos próximos jogos acontecerem no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, tornam esse momento ainda mais especial.

A confirmação da lutadora na equipe que vai representar o País canarinho nos Jogos de 2016 deve sair logo após a seletiva olímpica, que acontecerá no dia 14 de dezembro, na Cidade Maravilhosa. Quatro judocas serão convocadas, e Rafaela pode ser uma delas. Por isso, ela - que assim como todos os atletas de esportes olímpicos, trabalha e se dedica inteiramente a esse sonho, que a cada dia está mais perto de se tornar real - é a personagem de mais um capítulo da série “Conexão Rio 2016”.

São oito anos de luta, dedicação, aprendizado, e claro, muitas conquistas. Rafaela faz parte de uma família completamente apaixonada pelas artes marciais e por isso, pode-se dizer que o talento dela vem de berço, está no sangue. Ela lembra que no início, foi influenciada pelo pai, mas faz questão de ressaltar que hoje não consegue se imaginar longe dos tatames.

“Sou muito apaixonada pelo judô, não imagino a minha vida sem essa rotina de treinos e competições. Não vou largar isso tão cedo”, destacou a atleta da Associação Barbosa de Lutas Esportivas (Able).

Rafaela também garante que já viveu muitos bons momentos na carreira, mas que ainda recorda de algumas situações complicadas. Até ser convocada oficialmente para a seletiva olímpica, a judoca encarou alguns adversários bem complicados, como lesões graves e traumas psicológicos, que a fizeram pensar que ela nunca mais iria lutar.

A oportunidade de participar de um dos maiores eventos esportivos do planeta surgiu ainda em 2010, quando a amazonense foi cotada para participar pela primeira vez da seletiva olímpica. Mas, infelizmente, um problema grave no ombro esquerdo a fez ficar de fora e a adiar a chance de entrar para o seleto grupo dos atletas convocados para uma Olimpíada.

“Foi uma fase realmente muito complicada, cheguei a pensar que nunca mais iria conseguir lutar. Fiquei muito abalada, principalmente porque estava perdendo uma oportunidade única, que era a possibilidade de competir nos Jogos de Londres. O fato da CBJ (Confederação Brasileira de Judô) ter confirmado que eu não tinha condições de participar da seletiva por causa da lesão no ombro, me deixou mal, psicologicamente”, relembrou a judoca amazonense.

Para se recuperar da frustração e não perder o foco, Rafaela contou com o apoio da família, dos amigos e, claro, de alguns especialistas. Foi assim que ela superou o trauma e, um ano depois, já estava de volta às competições de alto nível.

“O apoio da minha família foi fundamental. Assim como dos especialistas que cuidaram de mim, aliás, graças a eles eu não tive que passar por uma cirurgia, o que poderia ter me deixado muito mais tempo longe dos tatames”, comentou.

Após esse momento difícil, a atleta voltou a se destacar nos torneios pelo Brasil afora. Em 2012, ela conquistou um título inédito para o Amazonas, foi medalha de ouro nos Jogos Universitários, feito nunca antes alcançado por uma judoca amazonense.

Foi assim, lutando, vencendo e principalmente treinando intensamente, que a atleta voltou a ser chamada para a seletiva. Em 2013, ela foi a quarta judoca a ser convocada, o que garantiu a oportunidade de defender o Brasil em torneios internacionais este ano, pela categoria sênior (até 52 kg).

Por conta dos ótimos resultados alcançados na seleção brasileira, a amazonense se diz confiante e acredita que tem grandes chances de estar na lista final para os Jogos de 2016.

“Vou participar da seletiva olímpica pelo segundo ano consecutivo. Este ano, na seleção, consegui excelentes resultados, medalhei em quase todas as competições e isso com certeza me deixou ainda mais confiante. Acredito que conseguirei, sim, conquistar uma vaga para as Olimpíadas”, conta.

Ela também se mostra feliz com a possibilidade de estrear em Jogos Olímpicos, em casa.

“Participar das Olimpíadas já é um sonho que está cada vez mais próximo da realidade. E imaginar que a minha família e os meus amigos estarão me vendo em uma Olimpíada em casa (Brasil), é inexplicável”.

Devem participar da seletiva olímpica entre 8 e 10 atletas de todo o Brasil. E as que chegarem às semifinais se enfrentarão, em um sistema de rodízio, para definir os lugares entre a 1ª e a 4ª posição.

Técnico está confiante

No ano passado, Rafaela Barbosa era a quarta melhor judoca do ranking nacional, na categoria sênior, até 52 kg. Este ano, ela saltou para a segunda posição. O professor faixa preta de judô, Carlos André Alves, é um dos responsáveis pela evolução tática e física da atleta. Ele afirma que a judoca tem todas as chances de estar nos Jogos de 2016.

“A evolução da Rafaela foi muito grande e isso faz muita diferença. Outra característica bacana, é que às vezes ela faz mágica nas competições. Sempre tira um coelho da cartola e surpreende a todos. É esse potencial que a direciona para estar nas próximas Olimpíadas”, comentou.

O técnico, porém, afirma que conquistar uma vaga para os Jogos do Rio não será algo fácil, mas também não é impossível.

“A Rafaela é muito disciplinada e focada. E este ano está ainda mais forte, esses são pontos positivos. O que pesa é a falta de mais disputas locais, porque ela precisa estar em atividade. Mas apesar disso, volto a dizer, ela é talvez a única amazonense com reais chances de chegar ao Rio 2016”, ressaltou.

Patrocinadores da atleta

Atualmente, Rafaela Barbosa conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Banco da Amazônia (Basa), Universidade Paulista (UNIP) e também é beneficiada pelo Bolsa Atleta, da Prefeitura de Manaus.

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