Sábado, 05 de Dezembro de 2020
LEVANTAMENTO

Raio-X: Manaus de Luizinho tem média de 3,4 finalizações no alvo por jogo

Ataque do Manaus é melhor apenas do que o do lanterna Imperatriz-MA, adversário da próxima rodada, e se iguala aos de Treze-PB e Botafogo-PB



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01/10/2020 às 20:07

As dificuldades para encontrar o caminho dos gols vem sendo um dos maiores desafios do Manaus FC neste Campeonato Brasileiro. Se fora de campo as coisas já não andam bem, dentro dele temos uma equipe que em sete jogos sob o comando do técnico Luizinho Lopes, conseguiu fazer apenas quatro gols. O cenário até poderia ser pior se não fosse o bom rendimento do sistema defensivo, que em oito partidas, sofreu seis gols e fica atrás só de Remo e Vila Nova das defesas menos vazadas.

Mas o que acontece para a equipe de Luizinho não conseguir uma regularidade? Poderíamos responder essa pergunta apenas colocando a responsabilidade nas peças que o técnico possui, ou no trabalho do próprio Luizinho, mas seria leviano tratar algo complexo com justificativas simples, pois nenhum treinador do mundo consegue implementar sua filosofia de jogo com menos de três meses de trabalho.



A responsabilidade de resultados no setor diretamente ligado as criações e gols da equipe é tão alta, que dos nomes consagrados da Série D de 2019, apenas Rossini tem maiores chances de ser titular – sem contar que o atleta renovou com o clube praticamente no último minuto de seu contrato -. O meia-atacante Hamilton, constantemente titular com Fajardo, só foi ganhar alguns minutos na equipe de Luizinho nas últimas três partidas. Diogo Dolem e Mateus Oliveira tiveram seus vínculos contratuais encerrados nesta última quarta-feira e saíram da equipe. Ou seja, dois desses jogadores não fazem nem mais parte do clube, e os outros dois precisam brigar pela vaga na equipe principal.

Na última vitória do Manaus, há mais de um mês atrás, ainda na quarta rodada da Série C contra o Paysandu, o time estava como de costume em um 4-2-3-1/4-3-3, com Janeudo e Davis alternando na posição de ’10’, Fumaça pelo lado direito, Rossini pelo esquerdo e Simionato como centroavante. A tônica ali era aproveitar os espaços no contra-ataque. O Manaus terminou com 31% de posse de bola, mas finalizando nove vezes, sendo quatro na direção do gol e balançando as redes em duas oportunidades.

A vitória que deu alívio e tranquilidade para que Luizinho trabalhasse melhor o elenco perdeu a força após o empate dentro de casa, contra o Treze-PB, um adversário na parte de baixo da tabela. Inclusive, essa foi a última vez que o Manaus conseguiu fazer gol na competição e a segunda que terminou com mais posse de bola (56%) do que o adversário.

*Treze-PB (1 a 1)*

Finalizações: 10

No alvo: 6

Setor ofensivo: Davis e Janeudo; Fumaça, Jandy e Simionato

Nas partidas contra Santa Cruz-PE e Remo, o número de finalizações no alvo diminuiu drasticamente. Por este motivo, a procura da diretoria por peças no mercado para atender a demanda de um torcedor cada vez mais exigente e um treinador pressionado simplesmente aumentaram. Se somarmos o número de finalizações das duas partidas, o resultado dar 22 chutes. Nada mal, não é mesmo?! Mas desse total, apenas quatro foram na direção do gol, o que representa 18% de aproveitamento. Só na partida contra o Leão paraense na última rodada, foi uma finalização no alvo de 13 tentativas.

*Santa Cruz-PE (0 a 0)*

Finalizações: 9

No alvo: 3

Setor ofensivo: Luizinho; Fumaça, Jandy e Simionato

*Remo (0 a 1)*

Finalizações: 13

No alvo: 1

Setor ofensivo: Davis; Fumaça, Jandy e Simionato

Com 81 dias à frente do Manaus, Luizinho acumula uma vitória, duas derrotas e quatro empates. Com um média de 9,4 finalizações por jogo, mas sendo apenas 3,4 na direção do gol (36% de aproveitamento). A equipe de Luizinho tem uma média de 44% de posse de bola, mantendo o estilo reativo que víamos com Welington Fajardo.

“Nossa equipe toma poucos gols, mas também a gente tem feito poucos gols, sabemos que precisamos melhorar isso. Nós estamos trabalhando, não é só questão de uma peça, é necessário um todo, pois para a bola chegar bem em um terço do campo, é preciso que tenha uma primeira fase de construção bem adequada, passando pelo meia-campo, para que chegue na frente para o atacante ter boas condições para finalizar, isso acaba envolvendo um contexto geral. Sabemos que isso é o nosso grande desafio, estamos trabalhando muito para que a gente possa melhorar este quesito”, concluiu Luizinho Lopes.

Repórter de A Crítica

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