Domingo, 26 de Maio de 2019
Craque

Reconhecida mundialmente, Hortência acompanha evento-teste de basquete

Aposentada há quase duas décadas (parou após Atlanta 1996), ela vai acompanhar o evento-teste de perto



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Pontaria certeira rendeu apelido de Rainha e levou Hortência ao reconhecimento internacional
14/01/2016 às 10:09

O Torneio Internacional Feminino, evento do Aquece Rio preparatório para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos,  que começa nesta sexta-feira (15), conecta o Brasil de forma relevante com um esporte com fortes laços históricos nacionais. Os três principais halls da fama internacionais dedicados ao basquete  atestam essa ligação: seis atletas e um treinador têm seus nomes incritos nas listas dos que fizeram história na modalidade.

Hortência Marcari
A maior jogadora brasileira em todos os tempos consta do Hall da Fama da Federação Internacional de Basquetebol (Fiba), que desde 1991 festeja, a cada dois anos, os destaques mundiais. Sua precisão nos arremessos era uma marca registrada, assim como seus profundos suspiros a cada arremesso de lances livres, outra de suas especialidades. A pontaria rendeu uma brincadeira do líder cubano Fidel Castro na conquista dos Jogos Pan-Americanos Havana 1991 de que ela usava mira laser antes de mandar a bola para a cesta. Suas qualidades, somadas à conquista do Mundial de 1994, na Austrália, mais a conquista da medalha de prata nos Jogos Olímpicos Atlanta 1996 lhe renderam a inclusão em três versões de hall da Fama - criados para celebrar atletas, técnicos e dirigentes que marcaram época por seus títulos e contribuições ao esporte - e o apelido de Rainha.

Hortência passou a integrar o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) em 2007. Ela também está no Hall da Fama do Naismith Memorial Basketball (museu americano em Springfield, EUA, que desde 1959 celebra os notáveis no esporte). Sua inclusão no seleto grupo foi em 2005. E desde 2002 ela também faz parte do Hall da Fama Feminino de Knoxville, EUA, ligado à universidade do Tennessee, que premia astros desde 1999. 


Hortência (na fila superior ao centro) na prata que é a maior conquista do basquete Olímpico brasileiro. Foto: Arquivo/CBB

 “Estar no Hall da Fama é sinal de que você marcou época, algo que fica eternizado”
Aposentada há quase duas décadas (parou após Atlanta 1996), ela vai acompanhar o evento-teste de perto e prefere não suspirar pelos tempos em que entrava em quadra. “Isso é impossível, né? Vou participar dos Jogos Rio 2016 da minha maneira: ir aos treinos da seleção e trabalhar como comentarista”, diz a estrela, que já teve a oportunidade de conhecer a  Arena Carioca 1, palco das competições de basquetebol dos Jogos.

Com olhar carinhoso, Hortência vai torcer para as atletas da atual geração e para o filho, João Victor, que é cavaleiro do hipismo de adestramento e conquistou recentemente a medalha de bronze por equipes nos Jogos Pan-Americanos Toronto 2015.

Para Hortência, apesar da torcida, será difícil a seleção brasileira feminina de basquetebol repetir em casa feitos de sua geração (a prata obtida em 1996 é o melhor resultado Olímpico da história do basquetebol nacional). “Vou torcer pelas meninas, mas vejo maiores chances para a equipe masculina”.


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