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Rio-Nal: Galo contará com reforço de peso para clássico contra o Nacional nesta quinta-feira

Torcedor apaixonado pelo Rio Negro, se caracteriza de Galo há mais de 30 anos e vira mascote da equipe da Praça da Saudade, para torcer pelo time do coração 26/02/2015 às 15:41
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Mascote do Rio Negro
Camila Leonel Manaus (AM)

Entre a torcida do Rio Negro presente nesta quinta-feira, dia 26, no Estádio Ismael Benigno, a Colina, na Zona Oeste de Manaus, um torcedor em especial estará ajudando a incentivar o Galo da Praça da Saudade. Trata-se de Acrísío Laray, que há mais de 30 anos se veste de Galo durante os jogos do seu time do coração. E ele se diz pé-quente já que a sua estreia usando roupa de galo foi justamente em um Rio-Nal que o galo venceu o rival por 2 a 0.

“É por amor mesmo que eu torço.  Eu entrei na marra e eu mesmo financiei a roupa. No início, cabeça foi feita por um senhor da Compensa e era de jornal, ele era um artesão e eu comprei a roupa”. A roupa, que incluía uma máscara de galo, a camisa do Rio Negro calções e meiões pretos, recebeu uma “versão 2015” com estampas de arara. "É pra homenagear as araras da Amazônia”, disse.

Quando perguntado se ia ao estádio nesta quinta para ver o time do coração, o barriga preta declarou “Vou mesmo e vou chegar é cedo. Gosto de chegar cedo. Umas seis horas já estarei por lá”, contou. O palpite do mascote é de 2 a 0 para o Rio Negro. “O Ségio Duarte é competente e eu confio no trabalho dele”. E ele diz que é conhecido pela torcida até quando não está caracterizado como mascote do clube. "O pessoal me reconhece no centro e na arquibancada a torcida gosta de mim, às vezes pagam até lanche pra mim", disse.

Rio Negro desde criançinha
Hoje com 64 anos, Acrísio diz que a paixão pelo futebol foi herdada da mãe que era fanática pelo América. “A minha paixão veio da minha mãe. Quando o Pelé veio jogar em Manaus, com a Seleção Brasileira, minha mãe vendeu as galinhas e os patos lá de casa para comprar os ingressos do jogo. Ela  dizia: ah, meus filhos vou levar vocês para ver o Pelé. Ela sempre levava a gente para o clube do América e para ver os jogos”, relembrou. O amor pelo Rio Negro surgiu quando ele tinha 10 anos e frequentava assiduamente a sede do Clube do Rio Negro.“Até hoje eu torço para o Rio Negro e eu sofro quando meu time perde”, contou.

O torcedor disse que vestido de galo viu o Rio negro ser tetracampeão amazonense entre os anos de 1987 e 1990. Além de galo, ele garante que por três anos se vestiu de Diabo Rubro e viu o América ser tricampeão amazonense entre 1992 e 1994. Apesar de ter um carinho pelo América e ser amigo de Amadeu Teixeira, Acrísio disse que o coração é Rio Negrino.




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