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Rio Negro e Nacional disputam vaga para a semifinal do Barezão neste sábado (24)

Donos de campanhas irregulares no Campeonato Amazonense, Rio Negro e Nacional fazem o último clássico entre as equipes neste Barezão. Quem vencer segue com chances de brigar pelo título do 2º turno 24/03/2018 às 08:31 - Atualizado em 24/03/2018 às 08:39
Show caique
(Foto: Jair Araújo)
Camila Leonel Manaus (AM)

Expectativas, talvez seja o sentimento que predomine no estádio Carlos Zamith, Zona Leste de Manaus às 15h, durante os 90 minutos de duelo entre Rio Negro e Nacional. Tanto os torcedores do lado azulino quanto do lado alvinegro esperam pela vitória e que seus respectivos times saiam classificados. Os técnicos esperam que os jogadores coloquem em prática todas as instruções passadas e os jogadores esperam  que o dia seja feliz para o futebol deles. Tudo isso na esperança maior: conquistar a vaga para a semifinal contra o Princesa do Solimões e continuar sonhando com o título do segundo turno.

Um dos que espera um dia iluminado é o atacante Caíque, do Rio Negro. O jogador de 19 anos, que na partida contra o São Raimundo entrou para mudar o jogo e deu a assistência para o gol da vitória, espera repetir a boa atuação.  “Tô treinando pra isso, pra ajudar minha equipe de qualquer forma”, disse o jogador que veio da base do Rio Negro para  atuar pelo clube no Campeonato Estadual. Ele  representa a renovação de uma esperança.

Disputando o Amazonense de Juniores, o jogador foi escolhido para a seleção amazonense que iria para a Copa São Paulo, este ano, mas o imbróglio das passagens quase acabou com o sonho do jovem. “Decidi largar  o futebol. Meus pais falaram pra largar que seria melhor, mas fui chamado pra treinar com os profissionais e me saí bem nos treinos. Aí o amor pela bola falou mais alto”, diz.

Mesmo com pouca idade, Caíque diz que a proximidade de uma decisão não o deixa nervoso, pelo contrário, é mais uma oportunidade de mostrar o seu talento. “Sempre fui um cara de acreditar muito no meu potencial, sempre corri atrás, e tive muita fé, porém jamais imaginei participar de um elenco tão bom composto por jogadores escolhidos pelo Lana. Jamais pensei ser uma das peças que ele confia tanto”, explicou.

Se para Caíque, a esperança é de fazer gols e jogadas que possam resultar nos tentos que o clube precisa. Para o goleiro do Nacional, Marcelo Valverde, a definição de dia abençoado é que a rede permaneça imóvel e de belas defesas. Mas neste caso, a realidade veio antes da expectativa: a preparação.

“Primeiro que todos os jogos nesse campeonato foram importantes para a gente. A gente jogou todos, digamos assim, com a faca no pescoço. Então é se preparar bem como o time vem fazendo. Estamos evoluindo nos últimos jogos, mostramos que o trabalho feito está surtindo resultado. Um detalhe ou outro que não nos levou à vitória, mas estamos treinando bastante e acredito que o resultado positivo virá”, explica o arqueiro que pretende acabar com a invencibilidade do rival que já dura três jogos. “Acho que cada jogo é um jogo. A gente não se preocupa com tabu. Eu cheguei com esse tabu e o Rio Negro foi um dos poucos times que o nosso encaixou. Mas a gente tá tranquilo, confiante num bom jogo e queremos acabar com essa história de invencibilidade deles”, concluiu.

Sem o peso de outros velhos ‘carnavais’ 

Apesar do Rio-Nal ser o mais tradicional clássico do Amazonas nem Aderbal Lana nem Arthur Bernardes vê o fator clássico como um peso para a partida. “Não dá peso, não. Tinha esse negócio de clássico há anos atrás. Hoje não tem essa rivalidade que pesa. É como se fosse enfrentar outra equipe”, pontuou o técnico do Rio Negro, Aderbal Lana que usou a semana para ajustar e motivar o time. Ele espera um jogo parelho e disputado.

“Vejo como um jogo de duas equipes que chegaram na semifinal de forma inconstante. Isso tanto a nossa equipe quanto a do Nacional. Acredito que vai ser um jogo de xadrez novamente apesar de altos e baixo na competição. É um jogo que pesa no aspecto tático dentro de campo” explica. A novidade no Rio Negro é o retorno do lateral Wagner Diniz, que cumpriu suspensão no jogo anterior.

O técnico nacionalino, Arthur Bernardes, também aposta em um jogo disputado. “O jogo é difícil e acredito que a gente já há algum tempo faz umas finais. Esse é mais um jogo que vai ser bem interessante. Por isso estamos trabalhando para aplicar isso na parte tática. Nosso objetivo é conseguir duas vitórias consecutivas e assim galgar coisas maiores no campeonato”. A expectativa do treinador é a volta de Cristiano, recuperado de lesão.

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