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FEMININO

Rivalidade entre 3B e Iranduba faz atacante Marcella mudar de apelido

Conhecida no futebol feminino como Marcella "Hulk", jogadora do 3B foi rebatizada pelos torcedores do clube e agora está sendo chamada de Marcella "Fera" 16/10/2018 às 14:51
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Centro-avante de força, Marcella já marcou três gols no Barezão (Foto: Denir Simplício/Arte: Thiago Rocha)
Denir Simplício Manaus (AM)

Oponentes em mais uma final do Campeonato Amazonense Feminino, 3B e Iranduba podem ser chamados de “inimigos íntimos”. Isso porque muitas das atletas da Fera já vestiram a camisa do Hulk. Mesmo assim a rivalidade entre os times é enorme. Prova disso se deu quando a atacante Marcella Souza Bezerra, 31, desembarcou no clube para a disputa do Barezão Feminino desta temporada.

Conhecida como Marcella “Hulk”, a jogadora, que entre outros clubes já vestiu as camisas do Kindermann-SC, Santos, Vasco, Flamengo e Internacional-RS, teve de mudar de apelido assim que chegou à Toca do 3B.

“Na verdade, a torcida que fez essa mudança. Teve um torcedor aqui no dia do treinamento que me chamou e disse: ‘Agora não é mais Hulk, você é a Fera da Amazônia!’. Eu disse: ‘se você está dizendo, então eu sou a fera”, lembrou Marcella relatando como ganhou o apelido de Hulk no futebol.

“Estive fora do futebol e sempre gostei de malhar, de academia, de ficar fortona, isso fora do futebol. E em 2014, tive a oportunidade de voltar pro futebol novamente, no Vitória de Santo Antão, em Pernambuco. Cheguei lá forte e tal e o pessoal veio com aquela resenha, e começaram a me chamar de Marcella Hulk”, recordou a atacante.

Incentivada pela mãe, Marcella, agora “Fera”, começou sua trajetória nos gramados no “Menino Travesso”, em São Paulo.

“Comecei com 16 anos, Minha mãe viu uma peneira pela internet, porque moro no litoral do Rio de Janeiro, então tem pouca visibilidade, ainda mais eu morando meio que no interior. Ela viu essa peneira e me levou pro Juventus da Mooca e ali começou minha caminhada no futebol”, pontuou.

Parada forçada

Campeã brasileira com o Flamengo, em 2016, Marcella, assim como muitas outras atletas, quase abandona o futebol ainda no início da carreira, como ela mesmo recorda. “Joguei o Paulista, pelo Juventus, e fui vice (campeã) Sub-19, como meia-atacante. Depois vi que não ia ser aquilo, não tinha muito apoio. Porque precisa de um mínimo de apoio pra gente ficar longe da família, em outro estado e tal. Foi quando voltei pra casa”.

Paulista de nascimento, mas carioca por opção, a camisa 9 do 3B passou seis anos longe dos gramados. Nesse período, a atleta trocou os campos pela sala de aula.

“Parei de jogar e fiquei cerca de seis anos fora do futebol. Fui estudar, sou formada em Tecnologia do Ambiente, sou gestora ambiental”, enfatizou Marcella confirmando que já trabalhou inclusive na Usina de Angra dos Reis, onde mora.

“Já exerci minha profissão. Onde moro tem uma usina nuclear, já trabalhei lá com carteira assinada, tudo direitinho exercendo minha profissão”, comenta a atacante, que já balançou as redes em três oportunidades com a camisa da Fera.

Uma Fera no ataque

Forte no ataque, Marcella mede 1,64m de altura e pesa 70kg, mesmo com toda essa força, a atacante sofreu nos primeiros dias na nova casa. “O calor é absurdo, todo treino eu passava mal com o calor, muito abafado. Até procurava depois dos treinos dá uma corridinha pra ir acostumando com o clima. Mas aí fui conseguindo me adaptar. Hoje considero que estou bem adaptada”, comenta a atacante do 3B fazendo uma auto-avaliação de seu estilo de jogo.

“Costumo ser uma centro-avante mais de área, mas também faço beirada, busco o jogo, faço tabela, sirvo minhas companheiras. A gente tenta fazer de tudo um pouco ali na frente pra que o time possa fazer gols e sair vitorioso”, enumera a jogadora vislumbrando a grande final do Barezão feminino, marcado para a sexta-feira (19), às 20h, na Arena da Amazônia.

“A gente vem falando jogo a jogo, mas na verdade sempre pensando nessa partida que é a mais importante, que é a de maior rivalidade também. A gente sabe o tamanho que é essa partida e a gente está cada vez mais se preparando pra chegar forte pra essa final contra o Iranduba”, concluiu.

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