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EX-TÉCNICO DO TRICOLOR

Rogério Ceni pede desculpas e relembra riscos de assumir o São Paulo

"Desculpem-me se falhei, mas o que me moveu nesse projeto foram os riscos para conquistar a glória", disse o ex-goleiro em sua página no Facebook 06/07/2017 às 18:37
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Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net
Agência Estado

Rogério Ceni, técnico demitido pelo São Paulo na segunda-feira, utilizou as redes sociais para se pronunciar pela primeira vez após a saída do clube. Em sua página oficial no Facebook, ele relembra o tema de sua última preleção, antes da derrota para o Flamengo, no domingo, por 2 a 0, que foi 'Quem vence sem riscos, triunfa sem glórias'. 

No texto, Ceni reconhece que era arriscado assumir o time da sua vida logo no início de uma nova carreira. "Assumir o time da sua vida logo no início de uma nova carreira não era uma tarefa fácil, alguns podem ter achado precipitado, outros poderiam pensar que deveria ter recusado o convite, o fato é que realmente era arriscado. Jamais o teria feito se não me sentisse preparado. O risco e a incerteza já fazem parte de minha vida, e sendo muito sincero, do mundo do futebol", escreveu o ex-treinador do São Paulo.

Ceni também relembra momentos da carreira, como o início no Sinop, a espera no banco de reservas por quatro anos antes de ser titular. "Quando fiquei longos quatro anos no banco de reservas, a incerteza era grande. Seria eu o próximo a me tornar titular? Havia o risco da contratação de um novo goleiro que poderia me colocar em espera por aquela titularidade", argumentou.

"E quando comecei a bater faltas e pênaltis nos treinamentos, não havia a menor certeza de que eu as colocaria em prática em um jogo de verdade pelo SPFC, o risco aqui era treinar por meses e nunca comemorar um gol", prosseguiu o ex-goleiro.

Ele também pediu desculpas por eventuais falhas na função de treinador. Em 2017, o time sofreu três eliminações e está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. "Desculpem-me se falhei, mas o que me moveu nesse projeto foram os riscos para conquistar a glória", escreveu Rogério Ceni.

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