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Ronaldo Jacaré se diz tranquilo e confiante para lutar contra Tim Boetsch

O lutador sobe ao octógono neste sábado (11) e falou com a reportagem sobre a preparação para a luta. Inclusive, confessou que ele e Anderson Silva, que também luta no evento, “trocaram figurinhas” durante a preparação 10/02/2017 às 17:28
Show jacar
Ronaldo Jacaré. Foto: Fernando Maia/ Rebook
Camila Leonel Manaus (AM)

Ronaldo Jacaré subirá no octógono no UFC 208, que acontece no Brooklin, em Nova York, neste sábado (11). Porém, ao contrário do que os fãs brasileiros sonhavam, a luta não será contra Michael Bisping, detentor do cinturão dos médios, mas contra o americano Tim Boetsch.

Apesar de lutar apenas contra o 13° do ranking, Jacaré não desanima. Em entrevista exclusiva ao CRAQUE, o lutador capixaba radicado em Manaus promete que a apresentação será tão boa quando a de uma luta pelo cinturão. A motivação do atleta dos médios vem da vontade de chamar a atenção dos organizadores e, assim, finalmente ter a chance de desafiar o campeão Bisping.

“Eu decidi que vou ganhar de todos os oponentes que o UFC me mandar. Eu luto pela minha família e pelos fãs, e isso que eles querem. Vou enfileirar todos da categoria até o UFC perceber que não terá jeito, terá que dar uma chance de tentar o  cinturão”, disse.

Sem lutar desde maio do ano passado - quando venceu Victor Belfort no UFC 198 -, Jacaré busca se manter em atividade e, por isso, a luta que foi casada há pouco mais de um mês é uma forma de se manter na ativa e em foco.

Mesmo com todos os percalços, Jacaré terá pela frente  Tim Boetsch, um oponente que pretende vencer e lutará sério. E mesmo que o americano tenha três derrotas nas últimas cinco lutas, o brasileiro reconhece os pontos fortes do adversário e estudou bem para anular as virtudes.

“Tim é um cara duro, muito perigoso. Tem um forte wrestling, mãos pesadas, uma verdadeira encrenca”, alertou o brasileiro que não se considera favorito e diz que está tranquilo. Confira a conversa completa com Ronaldo Jacaré.

Como foi a preparação para esta luta? Quais os pontos fortes do seu adversário. O que você estudou sobre ele?

Fiz um bom período de treinamento, mesmo com a luta sendo casada há um mês, mais ou menos. Mas eu já vinha treinando forte, me mantendo forte, saudável, então estou pronto para me apresentar muito bem para os fãs e fazer uma grande luta. O Tim é um cara duro, muito perigoso. Tem um forte wrestling, mãos pesadas, uma verdadeira encrenca. Eu vou fazer o que sempre fiz em minhas lutas: dar pressão o tempo inteiro, sem deixar o oponente respirar. Exatamente como faz um jacaré (risos).

Você é o favorito da luta, mas o Boetsch falou que vem melhor como azarão. Pra você é melhor ser o favorito, o azarão, ou não faz diferença? Como você trabalha para que isso não pese, ou pese o mínimo possível quando entra no octógono?

Não faz menor diferença ser azarão ou favorito. Dentro do octógono, o bicho pega. São 50% para cada um. Eu me sinto bem lutando de qualquer maneira, e tenho certeza que sairei do cage com a vitória.

O seu empresário colocou anúncio nos classificados em busca de uma luta e falou ao Combate da necessidade de você estar competindo e não apenas fazendo uma luta por ano. Como isso influencia na sua preparação?

Eu procuro me manter sempre treinado, sempre pronto para qualquer desafio que aparecer. Fiz isso a minha vida inteira, mas o problema é que os tops da categoria não querem lutar. O campeão está fugindo de mim, é um campeão de meia tigela. O Rockhold ia lutar comigo e aí disse que se lesionou, mas queria lutar grappling com o Jon Jones. Fiquei sem entender. Me pareceu que ele correu de mim.

Qual a quantidade de lutas ideal para um atleta de alto nível fazer por ano (no sentido físico e de dinheiro para pagar as contas, como o seu empresário falou)?

Eu acredito que três lutas por ano seja o ideal, período bom para você se manter sempre ativo e no ritmo de luta. Quero fazer de três a quatro lutas neste ano.

Seu adversário é o 13° no ranking da categoria. Você é o terceiro. Como é para um aspirante ao cinturão lutar com adversários que estão bem abaixo de você no ranking? É uma estratégia ‘correr por fora’ na sua categoria?

É uma estratégia para me manter em ritmo de luta. Eu decidi que vou ganhar de todos os oponentes que o UFC me mandar. Eu luto pela minha família e pelos fãs, e isso que  eles querem. Vou enfileirar todos da catego ria até o UFC perceber que não terá jeito, terá que dar uma chance de tentar cinturão.

Um dos brasileiros que reinou por muito tempo na categoria dos médios é o Anderson Silva. Nesse UFC ele volta após um tempo sem lutar. Como é estar no mesmo card de um dos lutadores que fizeram história na categoria? Vocês conversaram em algum momento, ou não?

Sim, conversamos muito. Depois de muito tempo, voltamos a treinar juntos. Ele fez o camp no Rio de Janeiro, na X-Gym, junto comigo. Foi ótimo ter a presença dele nos treinos. Ele é um gênio, é o maior campeão da história do UFC, então sempre engrandece os treinamentos. Trocamos ideias, técnicas, ele me ajudou, eu o ajudei, e esperamos comemorar duas vitórias no sábado.

Falando em Anderson Silva, desde que ele perdeu o cinturão, o título tem tido uma rotatividade grande. Como fica a cabeça de um lutador em uma categoria tão disputada e ainda mais com polêmicas como a fuga do Bisping, a questão do Yoel, etc?

Minha cabeça sempre está boa, sou um cara tranquilo. Sou focado nos meus ideais, e claro que o cinturão é um deles. Mas não fico mais desesperado esperando isso. Sei que mereço, que já deveria ter tido a chance, mas as coisas vão acontecer no tempo certo. Sigo fazendo meu trabalho, treinando duro, tudo para a chance aparecer. Tenho uma luta dura pela frente, estou focado nela e pronto para conquistar mais uma grande vitória. Quero agradecer ao povo do Amazonas pelo carinho de sempre. Recebo muitas mensagens nas redes sociais dos fãs daí e eles são sempre incríveis. Espero a torcida de todos neste sábado!

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