Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020
FIM DE CICLO

Rossini não seguirá no elenco do Manaus FC para a sequência da Série C

O atleta de 35 anos e o Gavião do Norte não chegaram a um acordo para fazer um aditivo no contrato para a sequência do campeonato nacional



CM2G2815_70435D0F-CA94-4CC9-9A51-2D22A28F310F.JPG Foto: Ismael Monteiro/MFC
24/09/2020 às 13:33

O atacante Rossini, de 35 anos, que tem contrato com o Manaus FC até o final deste mês, não vai mais disputar o Campeonato Brasileiro da Série C com a camisa do esmeraldino. O atleta e o Gavião do Norte não chegaram a um acordo para fazer um aditivo no contrato para a sequência do campeonato nacional. O vice-presidente do Manaus, Giovanni Silva explica a situação envolvendo o jogador.

“Alguns atletas do clube tinham um contrato até o final da Série C. Como houve a pandemia, o campeonato atrasou e, por conta disso, o clube agora precisa fazer esse aditivo no contrato desses atletas”, explica o dirigente.



Neste aditivo, o atacante pediu aumento salarial e premiação individual em caso de acesso do clube para Série B e também para o caso de permanência do Gavião na Série C. “O Rossini pediu aumento de salário em valores que estão fora da realidade do clube neste momento, o que nos deixou muito surpresos. Ficamos ainda mais surpresos com a questão de premiações individuais. O clube não trata com atletas sobre premiações individuais. Sempre tratamos com todos e é assim que vai ser, coletivamente. Desta forma, não tem mais condições do jogador disputar o Brasileiro da Série C com a camisa do Manaus”, diz Giovanni.  

O dirigente ressaltou ainda o momento financeiro difícil por conta de todo o cenário causado pela pandemia.

 “Neste momento precisamos entender a realidade financeira do clube. Tínhamos uma reserva de recursos por conta do que o clube conquistou no ano passado, mas tivemos que usar esses recursos para honrar os salários dos jogadores durante a pandemia. E para piorar a situação, o Campeonato Brasileiro - isso em todas as divisões -, está acontecendo com portões fechados. Então uma fonte de renda importante que o clube tinha, que era a bilheteria, bom, essa fonte a gente não tem mais. A pedida do Rossini, neste momento, vai contra a nossa realidade financeira. Nós agradecemos por tudo que o atleta já fez pelo clube, mas nós não podemos fazer despesas ou acordos que o clube não terá condições de honrar lá na frente. A história do Manaus é de um clube que sempre honrou salários, que sempre cumpriu tudo aquilo que acordou com os atletas e seguiremos assim”, finalizou Giovanni Silva.

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