Publicidade
Esportes
Desenhando o futuro!

Sandro Viana revela que pode disputar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2018

O ano de 2017 vai marcar a despedida do amazonense das pistas de atletismo, mas nem de longe será o fim de sua trajetória no esporte 09/10/2016 às 19:36 - Atualizado em 09/10/2016 às 19:39
Show sandro1
Sandro tatuou os anéis Olímpicos e as logos de 2008 e 2012. Tem espaço pra mais. Foto: Leanderson Lima
Leanderson Lima Manaus

Sandro Viana, 39, já gravou o seu nome na história do esporte amazonense ao se tornar o primeiro velocista da terra a participar de duas edições dos Jogos Olímpicos, em 2008, em Pequim, e em 2012, nos Jogos de Londres. O ano de 2017 vai marcar a despedida dele das pistas de atletismo, mas nem de longe será o fim de sua trajetória no esporte. Movido a desafios, ele já estuda  uma proposta ousada: se tornar o primeiro atleta do Amazonas a participar dos Jogos Olímpicos de Inverno.

A modalidade? O bobsled, a “Fórmula 1 do Gelo”. O esporte é praticado em duplas ou equipe de quatro atletas. Eles empurram um trenó numa plataforma de gelo e descem uma trilha em alta velocidade. Vence a equipe que fizer o percurso em menor tempo.

O velocista revelou a novidade na última quinta-feira em conversa com o CRAQUE e o cenário escolhido não poderia ser o mais inusitado. O estúdio do tatuador Adriano, amigo de infância de Sandro. Na ocasião, o velocista estava prestes a tatuar no braço as suas duas maiores conquistas como atleta: a participação nos Jogos de Pequim e Londres, juntamente com os anéis olímpicos.

Sandro contou que sempre quis tatuar os símbolos dos Jogos, mas que só teve coragem após reencontrar com o amigo de infância, que virou tatuador. 

“Olhando para os anéis olímpicos, a sensação que eu tenho é que apesar de eu tatuar na minha pele, esses anéis olímpicos já estão tatuados na minha alma desde que eu me torneio um atleta olímpico naquele dia 26 de março de 2008, quando fiz o índice para os Jogos Olímpicos (da China). É o dia do meu aniversário”.

Desenho
Enquanto tirava uma brincadeira e outra com o amigo no estúdio, Sandro falou sobre a próxima temporada no atletismo, que será a sua última. Apesar da despedida, não existe clima de tristeza.“No ano que vem eu quero me divertir bastante. Não quero sair do esporte com aquela imagem de que eu tô saindo porque não consigo mais fazer isso. Quero ficar com uma imagem no esporte de que fui feliz, me diverti, vivi o esporte”, explica Sandro.

Apesar de ser o fim de sua trajetória nas pistas de atletismo, ele garante que não vai parar de praticar esportes. “Ser ativo é algo meu. Eu sou capaz de ir para um clube jogar futebol, fazer um triatlo, uma ultramaratona”, pontua.

Dentre as várias possibilidades, Sandro destaca a de fazer parte da equipe brasileira de bobsled e, quem sabe, disputar os Jogos Olímpicos de Inverno. Se isso acontecer ele será o primeiro amazonense a disputar  este tipo de competição na história.

“Tenho uma proposta para ir para o bobsled. Já viu (o filme) ‘Jamaica abaixo de zero’? Eles foram pegar os jamaicanos porque a aceleração do carrinho é tudo. Os caras vão buscar os velocistas. Eu recebi esse convite, eu não gosto do frio, mas recebi esse convite. Eu nunca testei. Tenho vários amigos que testaram, tem muito atleta famoso que já fez”, revela Sandro, garantindo que a possibilidade de entrar na modalidade é real. “Existe essa possibilidade, sim. Eu não vou deixar de ser atleta. Vou instalar uns cinco ar-condicionados no meu quarto para me adaptar ao frio”, brinca.

Em caso de nova participação em uma Olimpíada, o espaço para a nova tatuagem já está garantido, ao lado das logos de Pequim e de Londres.

À espera do bronze da China
O velocista amazonense também falou sobre a questão do doping do atleta  Nesta Cater, que fazia parte do time jamaicano no revezamento 4x100, que tinha ainda a lenda do atletismo, Usain Bolt, em 2008. Nesta prova, a equipe brasileira, que era formada por Vicente Lima, Bruno de Barros, José Carlos Moreira, o Codó e Sandro Viana, terminou em quarto lugar.

Pelas regras do COI, o ouro da Jamaica deverá ser cassado, promovendo a equipe brasileira ao bronze. “São duas medalhas que estão sendo cassadas. A medalha no feminino é de uma atleta russa (que caiu no doping). Agora a nossa medalha, no masculino,  envolve ninguém mais ninguém menos que Usain Bolt. O que eu sei é que (o caso) tá na Justiça. O que sei é que o atleta foi flagrado no doping, é oficial, agora a questão é a entrega da medalha”, finaliza.

 

Publicidade
Publicidade