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Esportes
Gestor do Galo

'São calúnias', novo gestor do futebol do Rio Negro se defende

O diretor-presidente da Excellence Football, Henrique da Costa Barbosa, tem seu nome vinculado a processos trabalhista em clubes por onde atuou. O cartola se defendeu e fez questão de afirmar que tudo não passa de 'calúnias' 21/07/2016 às 18:48
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Henrique da Costa, que se apresentou como Henrique Sorocaba, é o novo homem-forte do futebol rionegrino (Foto: Reprodução/Internet)
Denir Simplício Manaus (AM)

"Galo escaldado tem medo de água fria". Todos sabem que no ditado popular o animal desconfiado é o gato, no entanto, com a enxurrada de denúncias sobre o novo homem-forte do Rio Negro a licença poética tem tudo a ver. Henrique da Costa Barbosa é o diretor-presidente da empresa Excellence Football, a nova parceira do clube Barriga Preta e de cara anunciou o nome do ex-atacante Dodô como técnico da equipe para o Barezão 2016.

Os rionegrinos mais ressabiados, logo vão lembrar de outro anúncio bombástico ocorrido no final de 2010. Na época, o Rio Negro surpreendeu o Brasil com a apresentação do atacante Jardel, ex-Grêmio, Seleção Brasileira e Porto-POR, que foi recebido com carreata e imensa festa pela torcida do clube. No entanto, o jogador já em fim de carreira, jamais entrou em campo com a camisa do Galo e se transformou num dos maiores fiascos da história rionegrina.

Acusado de responder processos na Justiça trabalhista e de montar projetos que não deram certo em outros clubes por onde passou, Henrique Sorocaba, ou melhor Henrique da Costa Barbosa se defendeu das denúncias.    

“Acho que por onde a gente passa alguns projetos são bem sucedidos e outros não. Em relação a denúncias, passei pelo Vilhena-RO, passei ou outros clubes e hoje, inclusive, sou amigo pessoal do presidente do clube, Gaúcho do Milho. Então credito esse tipo de informação como calúnias, porque o correto seria o presidente falar. Se o presidente falasse, se manifestasse seria uma coisa concreta. Então isso aí não me incomoda. Acho até que o pessoal da mídia está perdendo o foco com com isso, porque isso se refere a minha vida pessoal e não tem nada a ver uma coisa com a outra. O trabalho no Rio Negro é outra situação", defendeu-se o dirigente.

Henrique fez questão de citar que está empenhado em levantar o futebol do Rio Negro e, sem citar nomes, apontou a incompetência de dirigentes locais como desvio do foco principal."Estamos aguardando a chegada do Dodô e iniciando um trabalho, acho que estão desviando foco por incompetência de outros dirigentes de clubes locais de não conseguirem fazer o que estamos fazendo. Se essas denúncias fossem concretas, acho que nenhum jogador ou treinador iria querer trabalhar comigo, certo?  Então como é que essa pessoa que todos estão rotulando que sou?", quetionou o cartola.

Gabirú na mira

Outra denúncia sobre Henrique da Costa seria o não pagamento de salários para o jogador Adriano Gabirú, ex-contratado da Excellence Football. "Então fica uma situação meio duvidosa (denúncias) porque como é que eu tenho credibilidade pra contratar jogadores como Washington, que foi artilheiro da Série B, Rian, Dudé e outros jogadores de nome e sendo que pessoas que já trabalharam comigo no passado que citam aí, como o Adriano Gabiru, que trabalhou comigo e falam que não paguei. Pois existe a possibilidade real de ele também jogar na equipe do Rio Negro. Estamos em negociação", revelou.

Chateado com as acusações

O novo cartola do Galo voltou a se defender e citou até a CBF em sua tese. "Pra criticar ou julgar uma pessoa é preciso escutar os dois lados do ocorrido e não apenas o que pessoas supõem ou dizem, pois se fosse assim a própria CBF está envolvida em escândalo. No nosso País, no sistema político, e nem por isso nós deixamos de viver ou trabalhar. Tem muitas pessoas aí que estão sendo mesquinhas pra ficar dando credibilidade pra esse tipo de notícia, esse tipo de denúncia e deveria focar no que estamos fazendo de bom pro Estado, fazendo de bem pro futebol, trazendo o Dodô, uma pessoa de renome nacional, que chega amanhã (sexta-feira, 22). Então vou usar a expressão típica: falem o que quiserem, mas o que falarem vão ter de provar, e o que não publicarem de mim, como fizeram num jornal hoje (quinta-feira, 21) da cidade, que publicou coisas relacionadas a minha vida pessoal, vou entrar com processo na Justiça", explicou.

Processos na Justiça

O diretor-presidente da parceira do Galo esquivou-se das acusações de processos na Justiça do Trabalho, apontando que estava a serviço das agremiações. "O processo não é meu. Apenas estou vinculado a um clube que teve o processo. O acusado não sou eu. O atleta entrou com processo na Justiça contra o clube e eu estava vinculado ao processo por ser dirigente do futebol, mas o processo não era meu, não sou o clube. São situações opostas que estão surgindo. Repito, tem muito dirigente aí do futebol amazonense preocupado com o Rio Negro, acho que cada dirigente tem de se preocupar com o seu clube", disse.

Gestão do futebol rionegrino

O novo dirigente do Rio Negro explicou como fica a nova parceria do clube com a Excellence Footbal. "Gerimos o futebol numa gestão meio compartilhada. O Rio Negro tem suas obrigações e a empresa tem seus deveres. É uma coisa que pode dar frutos. Antes de a gente questionar, o departamento de futebol, o projeto todo, temos de dar tempo pra que as coisas aconteçam. Estamos iniciando um trabalho, com uma expectativa legal de montar um bom time, os jogadores estão chegando e acho que estão desviando o foco em coisa que não vai acrescentar em nada”, pontuou Henrique, completando.

“O contrato é totalmente direcionado a empresa (Excellence Football). O jogador só é cedido ao Rio Negro na forma de prestação de serviços. O atleta é contratado em direito de imagens, em tudo vinculado a empresa, o Rio Negro não corre nenhum risco de ter algum atleta com direitos trabalhistas ligado e ele (clube)”, disse.

A "mea culpa" de Henrique

O gestor do futebol do Galo se disse inocente das acusações, mas no fim da conversa disse que o que aconteceu de errado ficou para tás. “Se errei no meu passado, na minha vida pessoal, acho que cabe a apenas a mim e não a nenhuma pessoa me julgar, porque ninguém é perfeito. Se eu errar em relação ao Rio Negro aí sim, eu admito pra torcida, pros dirigentes, à mídia local, em me acusar em erros que tenha tido com o Rio Negro. Até porque se for pra gente acusar os erros dos outros vai sobrar erro pra todo mundo”, concluiu.

 

 

 

 

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