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Brasileirão jogo do SP

São Paulo joga hoje sob comando de Muricy Ramalho

Com casa cheia, São Paulo tem estreia de Muricy Ramalho para sair da crise no campeonato 12/09/2013 às 09:07
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Muricy chegou e pregou a calma. Mas a torcida vai esperar por isso?
Jornal A Crítica ---

O contexto é bem diferente daquele que o torcedor do São Paulo esperava para a ocasião; o clube agoniza para escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro e encara uma das mais graves crises da sua história, mas o sonho finalmente virou realidade. Pouco mais de quatro anos depois de sua última passagem pelo clube, Muricy Ramalho está de volta e inicia nesta quinta-feira(12) contra a equipe da Ponte Preta, às 21h (de Manaus), pela 20.ª rodada, a sua mais árdua luta nos últimos anos.

Vencer a equipe de Campinas, no Morumbi, é o primeiro passo para tirar a equipe da zona de rebaixamento e dar início ao que precisa ser um segundo turno perfeito para que o ano não acabe na tragédia do descenso. O reencontro mostra o poder quase messiânico do treinador diante da torcida, que já esgotou a carga de 43 mil ingressos colocados à venda para ver de perto seu retorno.

A volta de Muricy Ramalho é a cartada final do presidente Juvenal Juvêncio para tirar o time das últimas posições e evitar a queda justamente em seu último ano de mandato, o que mancharia de maneira irreversível a sua vencedora e polêmica gestão. Não existe outro cenário aceitável que não seja a vitória.

Se iniciar o segundo turno com derrota em casa, o time será ultrapassado pela rival - que ainda tem um jogo a menos - e cairá para a vice-lanterna. Os próprios dirigentes admitem internamente que apenas uma série de bons resultados pode devolver um pouco da confiança.

Pra sair do buraco

Imaginar mudanças substanciais em relação ao time que vinha jogando seria superestimar o impacto de Muricy Ramalho no clube; o próprio treinador admite que é preciso ter calma para sair do buraco.

“A torcida está apoiando e a diretoria ajudando com essa questão do ingresso. E até pelo momento que passamos, até que eles têm reclamado pouco, mas precisamos fazer nossa parte”, explicou. O discurso do treinador parece ter sido absorvido pelo elenco; Rogério Ceni fez uma reunião com os jogadores e pediu determinação para tirar o time da péssima situação. “Tenho certeza de que ele não veio à toa, ele veio pra tirar o time dessa situação e nós sabemos que não pode ficar assim, não podemos ficar só nas palavras”, disse Denilson. A tendência é que o São Paulo seja bem parecido com aquele que Paulo Autuori vinha trabalhando, mas com algumas mudanças de posicionamento das peças para tentar reencontrar o rumo das vitórias.

O esquema deve ser o 4-2-3-1, com Lucas Evangelista e Aloísio abertos pelas pontas e com Paulo Henrique Ganso centralizando as ações de criação. Jadson, por enquanto, continua na reserva. Denilson ocupa o lugar de Wellington, barrado por um sangramento digestivo.

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