Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
Primeiro capítulo

São Raimundo 20 anos depois - Ascensão e queda do Rei do Norte

Em mais uma série de reportagens especiais, o CRAQUE relembra a história da década dourada do Tufão da Colina; em quatro episódios vamos lembrar o surgimento, a ascensão, a expansão e a queda do "Império" do clube que esteve por sete anos na luta pela elite do futebol nacional



13/11/2016 às 10:06

O mundo já teve grandes impérios. Alguns foram efêmeros, como o Mongol, que foi o de maior extensão, mas de curta duração.  O mais longo foi o Império Romano, que além de gigantesco durou quase oito séculos. O de Alexandre, o Grande, reinou por apenas dez anos e terminou com sua morte. O que nos lembra um certo “Rei do Norte”, que, no futebol amazonense, reinou absoluto por uma década: o São Raimundo.

O CRAQUE conta a partir deste domingo, a trajetória dos últimos 20 anos do  São Raimundo, que por uma década deu tantas alegrias aos torcedores do Amazonas. Em quatro capítulos, vamos lembrar o surgimento, a ascensão, a expansão e queda do “Império do Rei do Norte”. 



O surgimento

Se hoje o São Raimundo amarga uma década sem títulos - última taça  foi o Amazonense de 2006 -, em 1996 o Tufão da Colina estava a 30 anos sem festejar uma conquista.

Foi por meio de três personagens que o até então quarto time da capital começou a traçar os caminhos para a glória. O  radialista Ivan Guimarães se uniu ao político Manoel do Carmo Chaves, o Maneca, e iniciaram projeto para assumir  o futebol do São Raimundo. 

Depois de conseguir junto à diretoria do Tufão a  autonomia do departamento de futebol do clube, restava buscar um treinador.

“O Lana estava na Arábia Saudita e liguei pra ele fazendo a proposta. Ele veio e nem acertamos salário. Foi tudo na base da palavra mesmo. Mas teve de voltar pra cumprir o contrato dele lá”, lembra Ivan Guimarães, hoje diretor de competições da FAF, comentando que o início foi difícil.

“Eu e o Maneca tínhamos saído do Nacional em 1993. O Maneca corria atrás de patrocínio, com a influência e conhecimento que ele tinha. Eu dirigia as coisas fora de campo, dando o suporte que o Lana precisava para fazer o trabalho dele dentro de campo”, recorda o dirigente.

Mesmo com as dificuldades, o São Raimundo terminou o Estadual de 1996 na terceira colocação, como recorda Aderbal Lana. “Fiz uma peneira com uns 40 a 45 atletas e a gente aproveitou 14, e ali começou a formação da equipe. Sei que esse ano fomos terceiro no campeonato e em 97 voltei pra começarmos uma formação realmente melhor, aproveitando aqueles que já estavam aqui”, disse.

Foi o pontapé inicial para um projeto que levou o Tufão da Colina ao título do Barezão 1997 e, posteriormente, ao tricampeonato Estadual. Além de três Copas Norte, disputa da Copa Conmebol e o acesso à Série B. Mas essas histórias serão contadas no próximos episódios. 

 


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