Sábado, 31 de Outubro de 2020
PREJUÍZO

São Raimundo tenta reverter multa em sessão remota para 'respirar' o caixa

Desde a final da Série B do Amazonense, em 2019, Tufão da Colina já foi punido com multas financeiras em três oportunidades. Valores somados equivalem, aproximadamente, a três de vencimentos do maior salário da folha



WhatsApp_Image_2020-04-22_at_20.58.34__1__058C47A2-B119-46A6-ABC9-B3E1253D767C.jpeg Três das quatro torcidas do Tufão foram suspensas pelo próprio clube. Foto: Flickr/S.R.E.C
23/04/2020 às 08:30

Mesmo distante dos gramados por conta da paralisação das competições - uma das medidas de combate à Covid-19 -, hoje (23) o São Raimundo tem uma ‘decisão’ pela frente. Diferente do habitual, porém, ela não vai acontecer em um estádio, mas no Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM). A partir das 15h, em sessão remota, o Tufão da Colina recorre da multa imposta pelo órgão em referência aos xingamentos proferidos por um torcedor colinense a uma jornalista.

O fato aconteceu na abertura do returno do Barezão 2020, na derrota por 3 a 0 para o Manaus, e não foi a primeira atitude que complicou o clube financeiramente. Desde a final da Série B do Campeonato Amazonense, contra o Amazonas, o São Raimundo soma multas judiciais que podem chegar aos R$ 9 mil caso a medida referente à última punição não seja revertida nesta tarde - para recorrer, o Tufão despendeu uma quantia de R$ 200. 



Além de ser multado em R$ 3 mil por conta de incidente na final da ‘Segundona’, o Tufão também foi punido em R$ 2,5 mil pela briga de torcidas na partida contra o Fast Clube, válido ainda pelo primeiro turno do Barezão 2020. Somado às multas, o São Raimundo também se encontra em situação financeira complicada por conta da paralisação do calendário. Com contratos de patrocínio suspensos - retrato do atual momento econômico do país -, o clube espera não ter mais gastos além dos vencimentos pendentes com parte dos atletas.

Dívida ‘bucheiro’

Os gastos com multas judiciais equivalem a quase 20% da folha mensal do elenco colinense. Segundo o advogado do Tufão da Colina, Ricardo Jerônimo, as atitudes incorretas da torcida do Tufão são prejudiciais ao clube. “Alguns indivíduos da nossa torcida não têm consciência coletiva e, como sempre, o clube paga pelos erros. Assim, eles acabam cometendo novamente as infrações”, analisou o defensor colinense na sessão de logo mais.

Vale lembrar que após o incidente entre torcedores na partida contra o Fast, o próprio São Raimundo puniu duas torcidas do clube até o final do campeonato, além do prazo estipulado pelo TJD-AM - que era de 30 dias. A correção faz parte do ideal do clube, segundo Ricardo Costa, do setor administrativo do Tufão. “Nós últimos 3 julgamentos fomos condenados por condutas as quais coibimos em todos os jogos. São atitudes reprováveis de falta de educação e cidadania por parte dos torcedores”, completou o dirigente.

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Repórter do Craque
Jornalista em formação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e repórter do caderno de esportes Craque, de A Crítica. Manauara fã da informação e que procura aproximar o leitor de histórias – do futebol ao badminton.

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