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'Se não der na técnica, vai na raça', diz Clemilton, sobre Operário no início do Barezão

Jogador ressaltou empenho da equipe como fator determinante nas partidas, enquanto o vice-presidente Antônio "Pesado" diz que vantagem do time é que os jogadores, a maior parte de Manacapuru, "vestem a camisa" do time local 05/03/2015 às 21:31
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Clemilton marcou gol que iniciou a reação do Operário ante o Princesa
Felipe de Paula Manaus (AM)

Um dos times de menor orçamento do Campeonato Amazonense, o Operário chegou à competição um tanto desacreditado. Não por muito tempo. Logo na primeira rodada, encontrou o arquirrival de Manacapuru e, saindo atrás do placar teve ganas de arrancar um empate com gosto de vitória do “primo rico” da Terra da Ciranda, mostrando grande capacidade de reação.

Na segunda rodada, o Sapão da Terra Preta, que tem um dos menores orçamentos do campeonato - entre 30 e 40 mil reais -, enfrentou o time com maior poder aquisitivo da competição e impressionou mais uma vez. Num jogo de duas viradas (saiu atrás no placar, virou e sofreu o revés), o Operário novamente mostrou qualidade técnica e disposição de sobra.

Um dos jogadores mais experientes do grupo, o volante Clemilton, 33, também chamou atenção pela entrega incansável nas duas partidas. Na primeira, marcou o gol que marcou o início da reação diante do Operário  do Tubarão; no segundo, correu até o último momento do jogo, impressionando do público ao adversário.

É Clemilton, aliás, que explica o “segredo” do time de Manacapuru, que tem um elenco predominantemente jovem e local, como elé próprio que é natural de Manacapuru. Segundo o veterano, quando a técnica e a garra são complementares, mas quando a primeira não resolve sozinha, a segunda terá a obrigação de fazê-lo.

“Se não tiver raça, coragem, não chega. O Operário vem demonstrando isso: quando não dá na téncica, dá na raça, na vontade dos jogadores”, diz ele. E vontade é o que não falta. O time, que ironicamente, foi apelidado pelo próprio treinador de “patinho feio” da competição, mostra que o tem muito time grande que pode “engolir sapo” na competição.

A vantagem do operário

Para o vice-presidente do Sapão, Antônio Carvalho Neto, o Pesado, o diferencial do time é a relação de identidade e pertencimento dos jogadores com o clube do interior. “Aqui (em Manacapuru) temos algumas dificuldades, mas as dificuldades são tiradas com o suor no rosto de cada um. Nossa vantagem sobre os outros clubes é que aqui os meninos vestem a camisa”, disse, orgulho, o dirigente.





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