Domingo, 21 de Julho de 2019
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Seleção Brasileira: Felipão minimiza erros da defesa contra o Uruguai e confia na zaga

A dupla de zaga da Seleção, David Luiz e o capitão Thiago Silva, assustou na semifinal da Copa das Confederações, mas o técnico  quer fazer disso um drama



1.gif Técnico da Seleção prefere valorizar fatores positivos do time
28/06/2013 às 10:10

Um pênalti cometido de maneira infantil e agarrões em adversários dentro da área. Uma tentativa suicida de sair jogando bem perto do gol de Julio Cesar quando o time era apertado e perda de algumas disputas por chegar atrasado. Esses foram os saldos de David Luiz e do capitão Thiago Silva na partida contra o Uruguai. A dupla de zaga da Seleção assustou na semifinal da Copa das Confederações.

Felipão atribuiu os erros às dores que tanto Thiago Silva como David Luiz estavam sentindo durante a partida - porém, nenhum dos dois corre risco de ficar de fora da decisão, segundo o médico José Luís Runco. Ele conversou com os jogadores sobre as falhas, mas não vai fazer disso um drama.

“Costumo mostrar aos jogadores vídeos com 90% de acertos e 10% de erros. Isso dá a eles confiança e tranquilidade”, entendeu. Recentemente, a zaga brasileira, com Thiago Silva e David Luiz, ficou três partidas sem levar gol - as vitórias por 3 a 0 sobre França (amistoso) e Japão e nos 2 a 0 sobre o México. Mas foi vazada duas vezes contra a Itália e na última quarta, o que causou calafrios na torcida e em Felipão.

Thiago Silva atribui a tentativa de passar a bola para Marcelo no lance em que Cavani roubou a bola e fez o gol uruguaio às dores que vinha sentindo, saldo de uma disputa de bola com Lugano. Ele não quis apoiar o pé direito no chão e acabou passando com o esquerdo para Marcelo. Mas a bola foi lenta e o lateral-esquerdo não esperava.

Scolari, que ficou muito irritado na hora, usou o mesmo argumento para defender seu capitão. “Ele estava sentido dores naquela hora, por isso preferiu passar a chutar”, disse.

Julio Cesar também defendeu o capitão. “Depois do jogo ele me contou que estava sentindo dor porque levou uma pancada, mas ficou em campo porque estava confiante”, revelou o goleiro. “Ele é um jogador muito importante para nós”.

Com ou sem dor, Thiago Silva já decidiu o que fará se voltar a viver situação semelhante à de quarta. “Da próxima vez, com dor ou não, vou mandar a bola para fora do estádio”. David Luiz também diz que estava bastante dolorido, resultado de uma pancada levada na partida anterior, contra a Itália, quando foi substituído no primeiro tempo. “A dor era incrível, estava todo arrebentado, mas pelo Brasil vale todo o sacrifício”, falou o zagueiro do Chelsea.

Superclássico deve acabar

A comissão técnica da Seleção Brasileira não está disposta a disputar neste ano o Superclássico das Américas, dois confrontos contra a Argentina que passaram a ser realizados anualmente desde 2011. De acordo com o técnico Luiz Felipe Scolari, se for o caso, a seleção sub-20 poderia representar o Brasil nos jogos previstos para setembro.

Em conversa informal com os jornalistas na manhã desta quinta-feira (27), no hotel da seleção em Belo Horizonte, Felipão disse que conversou com o técnico da Argentina, Alexandro Sabella, sobre o assunto. “Ele tem a mesma opinião”, declarou.

Para Felipão, não teria sentido juntar um novo grupo, composto somente por atletas que atuam no País, em um momento em que a seleção principal está em formação. “Poderia haver uma quebra de ritmo”, explicou o treinador.

Na verdade, mesmo sem ter se aprofundado sobre o tema, Felipão deixou no ar que poderia haver um choque de motivação, entre os convocados - entre os que já fazem parte do grupo da Copa das Confederações e devem seguir na seleção até o Mundial e os outros que não foram relacionados para a competição que termina neste domingo. “Juntar um ou outro chateado por ter ficado fora com quem está no trabalho agora não seria uma boa ideia”, disse Felipão.

Homenagem a ex-jogador

O ex-jogador e ex-técnico Evaristo de Macedo vai ser homenageado pela Seleção Brasileira. Ele e o ex-zagueiro Ricardo Rocha, campeão mundial em 1994, nos Estados Unidos, vão participar de uma jantar com a delegação, na noite de hoje, no Rio de Janeiro. A iniciativa partiu de Felipão e do coordenador Carlos Alberto Parreira.

A participação de ex-jogadores que fizeram história no futebol brasileiro em confraternizações com o grupo atual foi uma ideia da comissão técnica com dois objetivos básicos: homenageá-los e utilizar da experiência que têm para motivar os atletas do elenco por meio de conversas individuais, preleções e lembrança de passagens vividas na seleção e no futebol.

Nesta Copa das Confederações já estiveram com o grupo Cafu, lateral-direito pentacampeão em 2002 (que fez a visita em Brasília), e Jardel, atacante que trabalhou com Felipão no Grêmio (foi em Fortaleza). Além do técnico do Atlético Mineiro, Cuca, que jantou com os jogadores em Belo Horizonte.

Evaristo de Macedo jogou na seleção nos anos de 1950 e 1960 e tem uma marca histórica com a camisa brasileira: o de jogador que mais vezes fez gols pela equipe em uma só partida. Foram cinco em uma goleada sobre a Colômbia em 1956. Aposentado e vivendo na zona sul do Rio de Janeiro, demonstra amargura pelo fato de ter sido esquecido, de acordo com pessoas que convivem com ele.

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