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Seleção Brasileira tenta recuperação na Copa América após vexame no Mundial no País

Time canarinho inicia dura caminhada de recuperação depois do fracasso na Copa do Mundo no Brasil. Equipe comandada por Dunga tenta o nono título do torneio continental e amenizar má impressão deixada durante a competição da Fifa 12/06/2015 às 17:09
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Neymar é a maior esperança de Dunga em reerguer a Seleção Brasileira depois do vexame na Copa.
Denir Simplício Manaus (AM)

Pouco mais de um ano depois da vitória na abertura da Copa do Mundo no Brasil sobre a Croácia, a equipe canarinho volta a disputar uma competição oficial. Após o fracasso no Mundial da Fifa em solo tupiniquim, a seleção mais vitoriosa do futebol mundial junta os cacos e tenta se reerguer na tradicional Copa América, no Chile.

Passado o vexame na competição organizada pela Fifa, muita coisa mudou na entidade mais poderosa do futebol no planeta. Os escândalos de corrupção envolvendo o alto escalão da entidade culminaram na renúncia do todo poderoso presidente Joseph Blatter, até então reeleito para mais um mandato de quatro anos.

A lama em que afundou a Fifa acabou manchando também a cartolagem brasileira. Entre os sete dirigentes presos pela polícia suíça sob a liderança do FBI - acusados de extorsão e corrupção no mês passado - está o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marín, que pode pegar até 20 anos de cadeia, caso seja condenado.


Em meio ao caos envolvendo o ex-presidente está o atual mandatário do futebol no Brasil, Marco Polo Del Nero, que durante a semana foi sabatinado pela Comissão de Esportes da Câmara dos Deputados. O presidente da CBF se diz inocente de qualquer acusação de corrupção na entidade e afirmou que não deixará o cargo de forma alguma.

Dentro das quatro linhas o futebol verde-amarelo tenta se mostrar isento aos problemas extra-campo. Agora sob o comando de Dunga, a Seleção Brasileira acumula dez vitórias em dez jogos. Com o capitão do Tetra à frente dos trabalhos o Brasil venceu os amistosos contra Colômbia, Equador, Argentina, Japão, Turquia, Áustria, França, Chile, México e Honduras. No entanto, desses dez duelos somente dois jogos ocorreram diante dos ressabiados torcedores brasileiros. A prova da desconfiança da torcida com sua seleção ficou aparente no último amistoso antes da estreia de hoje. Na magra vitória contra os hondurenhos, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, os torcedores chegaram a vaiar a equipe que terminou o jogo com Neymar em campo.

Novo começo

Após o vexame dos 7 a 1 frente a Alemanha e da derrota por 3 a 0 contra a Holanda na disputa pelo 3º lugar na Copa, a camisa canarinho parece ganhar fôlego. No entanto, o maior teste da equipe de Neymar e Cia. começa hoje na disputa da 45ª edição da Copa América no Chile.

Do time que participou da Copa de 2014, que culminou no fatídico jogo do “Mineiraço”, restaram apenas sete remanescentes: David Luiz, Thiago Silva, Fernandinho, Willian, Neymar e agora Daniel Alves, convocado às pressas para o lugar do machucado Danilo. Mesmo assim algumas mudanças ocorreram até entre os que permaneceram no atual time de Dunga. Capitão e titular absoluto no Mundial, o zagueiro Thiago Silva perdeu a braçadeira para Neymar e amarga a reserva de Miranda.


Até o craque Neymar, que sob o comando de Felipão atuava mais centralizado, agora sob a batuta de Dunga joga mais pela ponta-esquerda, se aproximando de como costuma jogar no Barcelona. No ataque saiu a figura do camisa 9 mais fixo na área e entrou a movimentação de Diego Tardelli, que vê a sombra do empolgado Roberto Firmino crescer a cada apresentação.

No esquema do tetracampeão Dunga, que esteve à frente da Seleção na Copa da África do Sul, em 2010, a figura do volante Elias aparece como homem surpresa no ataque. O jovem meia Phillipe Coutinho, que completou 23 anos na última sexta-feira (12), é o responsável pela organização no meio de campo do Brasil, enquanto Willian cai mais pela direita.

Rumo ao 9º título

A Seleção vai tentar o nono título na competição entre seleções mais antiga do mundo. Das 44 edições anteriores da Copa América, o Brasil ficou de fora em dez oportunidades, sendo que o time verde-amarelo chegou à final do torneio em 19 ocasiões, ficando como vice-campeão por 11 vezes. O time de Dunga está no Grupo C da disputa junto a Peru, Venezuela e Colômbia.

O Brasil estreia diante do Peru, do disputado atacante Paolo Guerrero, que recentemente trocou o Corinthians pelo Flamengo. O duelo acontece hoje, às 17h30. Na sequência a Seleção pega a Colômbia, na quarta-feira (17), às 20h , e fecha a participação na primeira fase da disputa contra os venezuelanos, no próximo domingo, às 17h30 (sempre no horário de Manaus).


O Peru, que tem no comando o técnico ex-Palmeiras, Marcelo Gareca, treinou de portões fechados, mas deve repetir a escalação dos últimos coletivos: Pedro Gallese; Luis Advincula, Carlos Zambrano, Carlos Ascues e Juan Vargas; Josepmir Ballon, Carlos Lobatón, Christian Cueva (André Carrillo), Joel Sánchez e Jefferson Farfán; Guerrero.

Na Seleção Brasileira, Dunga deve manter a formação que bateu o México por 2 a 0, no último domingo, no Allianz Parque, em São Paulo, com exceção da entrada de Neymar, provavelmente, na vaga de Fred. O Brasil deve ir à campo com: Jéfferson; Danilo, Miranda, David Luiz e Filipe Luís; Fernandinho, Elias, Philippe Coutinho, Willian e Neymar; Diego Tardelli.


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