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Esportes
Espanha se prepara para estreia

Seleção espanhola cheia de opções para montar time que jogará na Copa das Confederações

Primeiro desafio da campeã mundial Espanha é o Uruguai, as duas seleções se enfrentam no domingo, na Arena Pernambuco 15/06/2013 às 11:50
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Técnico Del Bosque tem diversas opções para armar o time espanhol para a estreia neste domingo contra o Uruguai
Jornal A Crítica ---

Imagine ter um campeão de tudo com o Bayern de Munique no banco de reservas de seu meio-campo. No gol, a dúvida é apenas entre um ídolo do Real Madrid e outro do Barcelona. Ou então não saber se escala o artilheiro da última Copa do Mundo ou o da Eurocopa. Vicente del Bosque, técnico da Espanha, pensa nisso todos os dias. São os questionamentos de quem tem, apontado por muitos, o melhor material humano para se trabalhar. Não é à toa que a Fúria esbanja opções para escalar o time titular a um dia da estreia na Copa das Confederações, diante do Uruguai.

Del Bosque pode já ter um esboço na cabeça, mas sabe que se mudar de ideia terá alguns argumentos a favor. A espinha dorsal, pelo menos, já está formada. Excetuando o “caso Iker Casillas e Victor Valdés”, a defesa dificilmente mudará: o lateral-direito Arbeloa e o zagueiro Sergio Ramos representam o Real Madrid, enquanto o zagueiro Piqué e o lateral-esquerdo Jordi Alba representam o Barcelona. Na seleção, funcionam em plena sintonia, como ocorreu na Eurocopa de 2012.

Entrosamento é o que não falta ao meio-campo. Lá jogam Sergio Busquets, Xavi Hernández e Andrés Iniesta, todos do Barça. A novidade, segundo observações no treinamento da última quinta-feira, poderia ser a aparição de Javi Martínez, o homem que colecionou títulos pelo Bayern de Munique na temporada que acabou há poucas semanas. Desta forma, Xavi e Iniesta seriam adiantados, roubando o posto de quem jogasse pelo lado esquerdo do ataque - no caso, mais provável que fosse o meia David Silva, do Manchester City. Há ainda a chance de o catalão Cesc Fàbregas, alternativa como um “falso 9”, ocupar a vaga deixada por Xabi Alonso, ausência no Brasil por conta de uma lesão no púbis.

Ataque indefinido

Na frente, mais dúvidas. Pelo lado direito, Pedro Rodríguez, também do Barça, disputa com Jesús Navas, ex-Sevilla e vendido nesta semana ao Manchester City. O centroavante tem o próprio Fàbregas como opção, além de Roberto Soldado, do Valencia, e Fernando Torres, do Chelsea. Na imprensa espanhola, ninguém quis se arriscar a cravar a escalação. “Seria melhor sortear com papeis”, brincou o jornalista Javier Estepa, do jornal “Marca”.

Título que falta para a Espanha

De um lado, uma seleção tricampeã europeia e campeã do mundo. Do outro, um adversário duas vezes campeão mundial e outras quinze vezes dono da América. Rivais também campeões olímpicos. Mas que nunca levantaram a Copa das Confederações. São coincidências que marcam o clássico entre Espanha e Uruguai e engrandecem ainda mais o confronto que vai abrir o Grupo B na Arena Pernambuco no domingo(16), às 18h (de Manaus).

Falta a Copa das Confederações à Espanha. O torneio é um porém no currículo daquela que já é, com sobras, a geração mais vitoriosa da Fúria. E os jogadores estão no Brasil para eliminá-lo. É a busca por uma espécie de tríplice coroa, a soma das três competições mais difíceis entre seleções, que motiva os campeões do mundo.

Claro, uma Copa das Confederações não tem o mesmo peso de uma Eurocopa, muito menos da Copa do Mundo. A ideia do ciclo completo seduz os jogadores. Até porque boa parte deles estava na campanha frustrada da Copa das Confederações de 2009. “É um torneio fundamental para nós. É um título que nos falta. Foi por isso que viemos para cá”, disse o meia Jesús Navas.

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