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Sem grana, sem grama: campo de jogo da Arena da Amazônia sofre sem manutenção

Empresa responsável por cuidar do campo de jogo do estádio multiuso está sem receber há seis meses e há três semanas suspendeu os trabalhos no local. Praga de lagartas está devorando a grama e os estragos são cada vez maiores  19/11/2015 às 20:24
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Gramado da Arena está se transformando em campo de várzea sem a devida manutenção.
Denir Simplício Manaus (AM)

O palco da Copa do Mundo em Manaus está agonizando. Sem manutenção por falta de pagamento da parte do Governo do Estado, a Greenleaf Gramados, empresa responsável em cuidar do gramado da Arena da Amazônia, abandonou as atividades no local, e o que antes era um imenso e belo tapete verde, hoje parece mais um grotesco campo de várzea.

Fontes confirmam que o caro e sensível gramado da Arena não recebe os devidos e meticulosos cuidados há três semanas e que uma praga de lagartas já destruiu boa parte da grama. As imagens mais recentes do campo de jogo são assustadoras, se comparadas às que foram divulgadas há pouco mais de uma semana pela Fundação Vila Olímpica (FVO) - responsável pela administração do estádio multiuso, durante vistoria do Comitê Organizador do Jogos Olímpicos Rio 2016. Pelo menos a metade do gramado do lado esquerdo da tribuna de honra da praça esportiva está amarelado e parece um deserto.

Inadimplência

Sem receber há pelo menos seis meses pela manutenção do gramado da Arena da Amazônia, a Greenleaf suspendeu os trabalhos, não só na Arena, como também nos chamados COT’S, Carlos Zamith e Ismael Benigno, a Colina.


Procurada pela reportagem do CRAQUE, a Greenleaf não confirmou há quanto tempo não recebe pelos trabalhos dos estádios locais, e apenas informou que o assunto está sendo discutido com o Governo. Com custo  mensal de mantenimento nas três praças esportivas orçadas em  R$ 60 mil, a dívida do Estado com a Greenleaf já estaria alcançando os  R$ 360 mil.

Em março passado, o presidente da FVO, Aly Almeida, já havia indicado que o gramado da Arena  deveria ser totalmente trocado, pois era muito frágil e não havia se adaptado ao clima da região. Na ocasião, o mandatário comparou o gramado a um “cachorrinho de madame” já que a qualquer sinal de mudança do clima ficava doente. Procurado para falar sobre mais esse problema no estádio, Almeida não foi encontrado para falar sobre o assunto.  


Vale lembrar que a Arena da Amazônia receberá seis partidas do Torneio Olímpico de Futebol dos Jogos Rio 2016 daqui há pouco mais de nove meses e os artistas do espetáculos não merecem se apresentar em um palco nas atuais condições que se encontra o “pasto” da Arena.


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