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Esportes
NOVA HISTÓRIA

Sérgio Duarte celebra fase no Iranduba, relembra América e propostas do Nacional

Em 2010, o treinador conduziu o América na fantástica odisséia na Série D, que rendeu o vice-campeonato brasileiro e a um acesso que foi cassado no STJD por uso de um jogador em condição irregular 28/06/2017 às 05:00
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No Iranduba, treinador tem sua primeira experiência em um time feminino e celebra momento histórico. (Foto: Denir Simplício)
Valter Cardoso Manaus-AM

Sérgio dos Santos Duarte. Este nome certamente vai ser encontrado nos livros sobre a história do futebol amazonense nos próximos anos. Após uma carreira vencedora como jogador de futebol, com passagens por Flamengo e até na Europa, Sérgio se aposentou em 2005 para ser treinador e viveu momentos pontuais na história do futebol local. 

Do lado de fora das quatro linhas a maior parte da carreira foi com a camisa do América. Com o time, foi campeão amazonense e chegou a levar até o acesso para a Série C, mas ficou de fora da terceira divisão pela escalação irregular de um jogador e pôs fim a um verdadeiro conto de fadas baré. 

 Anos depois, Sérgio Duarte reaparece em um cenário semelhante. O treinador assumiu o comando da equipe feminina do Iranduba, no ano passado, no momento em que o Hulk se tornou uma sensação do futebol. “Na minha carreira como treinador, os grandes feitos que eu consegui, sem dúvida nenhuma, foi colocar o América na Série C, sendo vice-campeão, assim como o Iranduba. Um clube que muitos poderiam pensar que não tinha condições de brigar pelos primeiros lugares de um Campeonato Brasileiro. Um campeonato disputado, com muitos jogos fora, muitas viagens”, analisou Sérgio Duarte. 

O sucesso da equipe, orgulha o comandante do Hulk e motiva na busca  a passos ainda mais largos. “É evidente que o Iranduba ainda tem um objetivo. Nosso pensamento é, respeitando a equipe do Santos, de avançar nesta semifinal, de chegarmos a uma final de Campeonato Brasileiro”, garantiu o técnico.

A campanha do time virou destaque em todo o País após a inédita classificação para a semifinal do Brasileirão Feminino, carimbando o bom trabalho realizado dentro da equipe. “É motivo de motivação, de alegria de saber que você está desempenhando um trabalho que está tendo um reconhecimento não apenas no nosso Estado, mas a nível nacional. Vemos hoje jogadoras do Iranduba serem selecionadas, ver outras jogadoras sendo observadas para uma possível convocação. Eu acho que é um caminho, é uma forma de se motivar e eu tenho procurado fazer o meu melhor”,  completou motivado.
 
Futuro
Fazendo história no presente, é inevitável pensar no futuro. Mas qual caminho seguir, o masculino ou feminino? “No momento, um time masculino não me passa na cabeça. Tem que saber analisar, ter frieza para analisar”, garantiu Sérgio Duarte, que revelou quase ter fechado com o Nacional para a temporada 2017.

“Esse ano ainda eu fui contactado por duas vezes pelo Nacional, quando já estava certo que ia iniciar o trabalho com o Iranduba. Tive inclusive, na primeira, uma reunião com o presidente do Nacional e as coisas não se concretizaram. O clube ofereceu uns valores até aceitáveis, mas depois optaram por outro treinador. Na segunda vez me contactaram novamente e novamente não me deram uma resposta, simplesmente trouxeram um treinador que inclusive fez um bom trabalho. Mas eu analiso com muita frieza isso, porque eu tenho que saber as condições de trabalho que vão ser oferecidas para mim, o profissionalismo que tem que haver e as pessoas que vão estar a tua volta”, pontuou o técnico, que teve passagem pelo Leão da Vila nos tempos de jogador.

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