Terça-feira, 18 de Junho de 2019
Craque

‘Série B é a meta com pés no chão’, diz novo diretor de futebol do Rio Negro em entrevista

O ex-secretário e atual diretor da raça Rio Negro, Robson Roberto da Silva, revela os planos para melhorar a imagem do clube e se declara 'rio-negrino doente'



1.jpg Robson Roberto da Silva tem várias missões para enfrentar
21/01/2013 às 07:58

Robson Roberto da Silva, 45, tem uma missão e tanto como diretor de futebol do Rio Negro: mudar a imagem ruim do clube, o descrédito da torcida e a desconfiança de investidores. Há uma semana no cargo, o dirigente que contratou o experiente Carlos Prata como auxiliar técnico de Iane Geber organiza administrativamente o departamento e negocia reforços de peso para o Amazonense. “Cinco jogadores nos interessam. A gente está tentando trazê-los. São jogadores do Pará. Alguns vêm de clubes da Séria A, como Figueirense e Botafogo. Mas ainda não posso dizer nomes. Estamos em contato com eles”.

Robson, que se declarou “rio-negrino doente”, pretende emprestar para o futebol do Galo sua experiência administrativa, onde tentará implantar uma mentalidade empresarial para atrair investimentos. Ele acumulou os cargos de titular da Superintendência de Habitação do Estado (Suhab) no governo de Eduardo Braga (2002/2010) e gerente do Prosamim. Ele saiu brigado com o ex-governador e atual senador.

Foi empresário do toadeiro e vereador reeleito Arlindo Júnior (PPL), produziu alguns CDs de boi bumbá, foi dono de uma franquia do Café Cancun, teve agência de turismo, enfim, Robson atuou em várias frentes, o que pode ajudar de alguma forma a tirar o time Barriga Preta do marasmo.

“Aceitei o convite, em primeiro lugar, porque tenho amor pelo Rio Negro e em segundo porque gosto de desafios. Há algumas metas estabelecidas que tentaremos alcançar, mas tudo passa, antes, pela conquista do Estadual. Esse é o nosso objetivo”, declarou Robson, graduado em ciências contábeis na UFAM.

Robson assumiu oficialmente sua função na última sexta-feira, quando concedeu a seguinte entrevista ao CRAQUE.

O que o motivou a aceitar o convite para comandar o departamento de futebol do Rio Negro?

Sou rio-negrino doente. Todos sabem. Tenho um grande amor por esse clube. Aceitei porque será mais um grande desafio para mim. E temos muito trabalho a fazer para organizar o departamento, buscar reforços, tentar patrocínios, enfim, trabalho não vai faltar. E eu gosto de trabalhar. Ainda mais por um clube pelo qual eu tenho amor.

O clube teve gestões desastrosas, com falta de dinheiro, atrasos salariais e falta de credibilidade. O que fazer para mudar essa panorama decadente?

Trabalhar, irmão. Trabalhar duro. Nossa gestão será “pé no chão”. Eu lhe garanto que os salários dos jogadores e da comissão técnica serão pagos em dia. Isso eu posso garantir. Quanto ao resgate da credibilidade, isso vem com uma gestão eficiente, transparente, sem exageros, sem mentiras. Isso acontece com a conquista de títulos.   

Quais as metas da sua gestão no departamento de futebol do clube que faz cem anos em 2013?

Temos planejamento para curto e longo prazo. Queremos estar na Série C e depois na Série B. Tem também a Copa do Brasil e a Série D. Enfim, Mas tudo passa antes pela conquista do Campeonato Amazonense. Neste ano de centenário, então, a responsabilidade aumenta. Por isso, temos que jogar com garra, determinação e comprometimento. O Rio Negro é um time de tradição e merece estar na elite do futebol brasileiro. Vamos organizar o clube, montar uma sala de imprensa para entrevistas de forma que apareça o nome dos patrocinadores e, principalmente, buscar quem acredite no Rio Negro.

Mas há muito a fazer no que se refere a captação de recursos, contratação de reforços e no resgate da credibilidade do clube...

Verdade. É por isso que eu aceitei o desafio. Vou usar minha influência junto a alguns empresários que conheço para buscar patrocínios para o clube. Podemos bolar estratégias e retorno em marketing. A televisão já é uma ótima contrapartida para os patrocinadores. Quanto aos reforços, eles são necessários, mas temos uma bela base que ficou do ano passado. Esses jogadores não apenas livraram o time do rebaixamento, mas  levaram o clube a ser semifinalista do segundo turno, com quatro meses sem receber. Esse é o espírito. O Rio Negro será um time de guerreiros. Mas eles terão seus vencimentos pagos em dia, com certeza.

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