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Série D: Princesa treina sob apoio da torcida e contusão de jogador, em Manaus

Grupo de estudantes acompanha treino e tieta o treinador do time, Charles Guerreiro; Jogador que atua como lateral, He-Man, sofre contusão e vira dúvida 19/09/2014 às 10:52
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Alunos da Escola Estadual Antonio Bittencourt foram prestigiar o Princesa
Anderson Silva ---

Na reta final de preparação para a “decisão” da vaga para o mata-mata da Série D, neste sábado (20) contra o Santos-AP, às 17h, no estádio da Colina, a equipe do Princesa ganhou um reforço diferente na tarde de ontem, no treino apronto no local do jogo.

Mas os reforços não eram no campo, e sim nas arquibancadas que costumeiramente ficam vazias, em dias de treino do clube... até ontem quando seis alunos da Escola Estadual Antonio Bittencourt, localizado no bairro da Glória, Zona Oeste, foram acompanhar os trabalhos da equipe.

“Viemos aqui ontem e o Charles pediu que nós voltássemos hoje para presenciar o trabalho e apoiar o clube”, disse Wellington Santos, 14 anos, que cursa o sétimo ano do ensino fundamental.

A poucos metros de distância dos jogadores do Princesa, os meninos não esconderam a vontade de vestir a camisa de um time do Amazonas em uma competição.

“Quem sabe um dia não pode ser a gente aí treinando. É o sonho de qualquer garoto e temos que correr atrás”, justificou o aluno do oitavo ano, Gabriel Nery, de 13 anos, que compartilha o mesmo sonho com os outros colegas.

O técnico Charles Guerreiro chegou a pedir ao porteiro do estádio para que fosse liberada a entrada dos alunos e ficou surpreso com a “notícia” dada pelos estudantes.

“Ganhamos mais uns torcedores (risos). São estudantes, ontem vieram conversar comigo e hoje ‘trouxeram’ a notícia de que eu joguei no Flamengo, fui campeão brasileiro em 1992 e joguei na Seleção Brasileira. Pesquisaram no Google (risos)”, falou o comandante.

Segundo o treinador, o prestígio dos torcedores mais novos reflete o empenho e trabalho mostrado pelo grupo.

“O Princesa está na crista da onda. Sempre tenho conversado com o grupo para mantermos esse bom momento. Os meninos (alunos) vieram até me perguntar quando começa a funcionar a escolinha do clube. Então é manter o bom momento”, afirmou o treinador.

Amanhã, os seis garotos afirmara que estarão no estádio para apoiar o clube de Manacapuru. “O clube está bem, em segundo lugar na competição. Vamos vir, sim. Presenciar a dar o apoio ao clube para que consiga subir de divisão”, disse o “porta voz” do grupo, Gabriel

Mais presença

Para os garotos, o torcedor amazonense precisa comparecer aos estádios. “Estão um pouco distantes. Tem quer presenciar mais o time da casa. Valorizar os nosso clubes”, enfatizou Wellington Santos.

He-Man vira dúvida


No apronto que contou com campo reduzido e cobranças de bola parada, houve os retornos do meia Roberto Dinamite, que sofreu um pequeno corte na perna direita no treino da última terça-feira, e do volante Rondinelli, que sentia dores no ombro. Dinamite treinou na equipe titular e, mesmo com três pontos na perna, não chega a ser dúvida para o treinador. Rondinelli seguiu os trabalhos com os jogadores reservas.

O lateral improvisado, Clayton He-Man, sentiu o tornozelo direito, em um lance com o atacante Marinelson e se continuar com dores no dia de hoje vai estar fora do jogo contra Santos. “Vou fazer de tudo para jogar, nem que eu tome injeção. É um jogo decisivo e não quero ficar de fora. Quero estar no jogo”, declarou o defensor, ainda com dores no gramado.

Apesar do esforço de He-Man, Charles espera contar com jogadores totalmente recuperados e não aprova o uso de infiltração de analgésicos.

“Quero todo mundo 100%, vai ser um jogo de muita pegada e choque. Só vai jogar quem estiver legal, o jogador com dor dificilmente vai render 100%. Tomar uma injeção, infiltração para fazer um jogo, acho que não é legal. Mas vamos conversar com o departamento médico, conversar e sentir o atleta. Se tiver condições vai, se não tiver condições vai ter que aguardar”, avisou o comandante.

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