Domingo, 23 de Fevereiro de 2020
Craque

Sete dos 12 torcedores do Corinthians presos na Bolívia são libertados, mas amazonense não

O CRAQUE entrou em contato com o irmão do amazonense, Cleuter Barreto Barros, que está preso com o grupo desde o dia 20 de fevereiro



1.gif Após quase quatro meses, parte dos corintianos ganha liberdade
07/06/2013 às 09:40

Nesta quinta-feira (06) à noite, após quase quatro meses, sete dos 12 corintianos presos na Penitenciária de Oruro foram libertados. A informação da libertação dos torcedores começou a circular no início da tarde desta quinta na Internet. Segundo os sites especializados, um dos torcedores, que não quis se identificar, teria anunciado a soltura dos sete integrantes confinados. Logo em que foi divulgada a informação, o CRAQUE entrou em contato com o irmão do amazonense, Cleuter Barreto Barros, que está preso com o grupo desde o dia 20 de fevereiro.

Na primeira ligação telefônica, Carlos Augusto Barreto disse que havia sido informado da notícia, mas que só saberia se o irmão seria um dos libertados quando chegasse em casa e entrasse em contato com integrantes da Gaviões da Fiel, torcida do Corinthians, em São Paulo.



No segundo contato com a reportagem, à noite, Carlos Augusto Barreto lamentava a ausência do nome do irmão na lista dos liberados. “Infelizmente o nome dele (Cleuter) não está na lista dos que vão sair. Estamos tristes por isso, mas com esperança de que, após esse avanço na defesa dos torcedores, logo ele possa sair da prisão na Bolívia”, disse Carlos. Os outros brasileiros que não foram soltos vão permanecer na prisão porque as autoridades locais ainda não têm convicção de que eles são inocentes, já que foram encontrados resíduos de pólvora nas mãos deles. Uma audiência deve resolver a questão e espera-se que em 20 dias eles também sejam liberados.

Ainda segundo o corintiano que soltou a informação da liberação com antecedência, houve um acordo entre os presos para só retornarem ao Brasil quando todos estiverem soltos. Enquanto isso, eles ficarão hospedados em uma residência em Oruro, alugada por advogados que os defendem. A promessa de que os outros cinco torcedores – incluindo Cleuter - sejam libertados em no máximo 20 dias, serviu como um alento para Carlos Augusto Barreto. “Se Deus quiser vai dar tudo certo. Estamos esperançosos”, finalizou.

O caso

Os brasileiros, que estão presos desde 20 de fevereiro, há exatos 107 dias, são acusados pela polícia boliviana de autoria ou cumplicidade na morte do menino Kevin Espada, de apenas 14 anos, atingido por um sinalizador, durante o jogo entre San José (BOL) e Corinthians, em Oruro, pela primeira fase da Libertadores. A partida terminou empatada em 1 a 1.

Timão diz que seguirá ‘na briga’

O Corinthians emitiu uma nota oficial comentando a libertação de sete dos 12 corintianos que ficaram presos em Oruro, na Bolívia, por 106 dias. No comunicado, o clube diz que durante todo esse tempo “trabalhou incessantemente, em conjunto com o Governo Federal, para lutar pelos direitos dos seus torcedores.” O texto garante, ainda, que o Timão seguirá na briga para que os demais torcedores também consigam a liberdade.

A Justiça boliviana liberou parte dos torcedores depois de se convencer de que não há provas ou indícios que os incriminem na morte de Kevin Beltran Espada, de 14 anos, atingido por sinalizador durante o jogo San José 1x1 Corinthians, no dia 20 de fevereiro.


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