Sábado, 25 de Janeiro de 2020
Craque

Sexo frágil? Mulheres vão à luta nas academias de Manaus

Muay-thai, jiu-jítsu e boxe estão na rotina de treinamento, sem perder a feminilidade e, de quebra, ainda ajudando a manter a forma



1.jpg Sem perder a ternura, mulheres vão à luta nas academias
14/07/2012 às 15:49

Quem acha que mulher só serve para ser ring girl no MMA está redondamente enganado. Um grupo de mulheres, em Manaus, resolveu tomar parte nas academias e, literalmente, ir à luta. Muay-thai, jiu-jítsu e boxe estão na rotina de treinamento, sem perder a feminilidade e, de quebra, ainda ajudando a manter a forma.

A fisioterapeuta Bruna dos Santos Freire, 27, começou as aulas de MMA há quatro meses. Ela conta que conheceu a arte pela televisão, mas só se interessou mesmo quando atletas foram se consultar na sua clínica. “Eu pesquisei sobre os benefícios da luta, após alguns atletas terem me contado sobre o esporte. Daí comecei a treinar ao longo desse período e vi que ganhei mais resistência física e além de tudo a atividade deixou o meu corpo em forma”.



As alunas de MMA da academia Asle, Aleixo, enfrentam o mesmo treinamento pesado, com confrontos e até o levantamento de pneus. E garantem que, ao contrário do que podem pensar os menos entendidos, as lutas não as deixam menos delicadas.

“A feminilidade é natural, e a mulher continua mulher onde ela estiver e sempre encontra um jeitinho pra deixar a luta mais bonita, seja colocando um batom antes dos treinos ou escolhendo um conjuntinho de malhar combinando”, disse a modelo Jéssica Silva.

Suando a camisa nas aulas da MMA, a mulherada chega a queimar em uma hora de aula 1.400 calorias.

Para o professor Renato Souza, os benefícios combinados com os treinos ajudam a tonificar os músculos. “Quando elas sabem que dá pra gastar tudo isso somente em uma hora de aula, as mulheres ficam fascinadas e atraídas pelo esporte, pois dá para manter uma vida saudável e ainda ficar sequinha. Outra vantagem é que o MMA combina com diversos tipos de lutas marciais e mobiliza o corpo todo”, conta o professor.

E o MMA também é um esporte de família. Silvana Santos, 48, foi acostumada a levar seus filhos para treinar e cansou de ficar só nos banquinhos. Ela é mãe de Gregory Rodrigues, o Príncipe das Arábias, duas vezes campeão mundial em Abu Dhabi, atual campeão nos Estados Unidos e oito vezes campeão amazonense. “Recebi o incentivo do filho, e estou há dois anos praticando o esporte. Meu marido também me dá maior força e o bom é que, apesar das lutas, chutes e pegadas, consigo me manter sempre feminina e destacar o que há de melhor nos rings”, completou a mais experiente da ala feminina de MMA.

 


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