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VALE A TAÇA

Reeditando final de 2015, times Apolo e Salcomp decidem Peladão Feminino

Há dois anos, o Apolo levou a melhor. Agora, as duas equipes apostam na garra dos elencos para ficar com o título 16/02/2018 às 08:00 - Atualizado em 16/02/2018 às 14:03
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Na final de 2015, o Apolo foi campeão sobre o Salcomp, que vem com tudo para superar o rival. Fotos: Antônio Lima e Winnetou Almeida
Jéssica Santos Manaus (AM)

Apolo e Salcomp, as equipes que estarão na briga pelo título do Peladão Feminino, na Arena da Amazônia, neste sábado (17), em Manaus, irão reeditar a final de 2015 do maior campeonato de peladas do mundo. Naquela final, o Apolo levou a melhor, mas neste ano os dois times destacam as dificuldades pelas quais passaram e ambos apostam na união e na garra para conquistar a sonhada taça do Peladão.

Os portões para as finais do Peladão vão abrir ao meio-dia na Arena da Amazônia e as disputas começam às 14h com a final do Peladinho. Em seguida, acontece a final do Peladão Feminino,. A decisão da categoria Master é a terceira a ser disputada, antecedendo a disputa pelo título na categoria Principal.

Apolo

Márcio Carvalho está à frente do Apolo há 10 anos e afirma que o time nunca conseguiu treinar. “Nosso time não treina, só se reúne pra jogar. A parte financeira e logística dificulta isso, até porque trazemos atletas do interior, e não dá para pagar sempre a passagem. Temos até que contar com a sorte”, explica.

O forte do time, inclusive, é o nível das jogadoras, que são selecionadas todos os anos. “Nós precisamos remontar o time do Apolo porque perdemos quase todas as atletas, mas viemos preparados, pois temos ‘olheiros’ no interior, por outros bairros, e vamos caçando talentos, fazendo testes com atletas e, mesmo sem treinar, nós conseguimos manter um time bom, como fizemos esse ano, apresentando bons fatores e chegando à final”, destaca Márcio.

Segundo o treinador, o time não possui destaques individuais. “Nosso time se destaca pela união, pela coletividade. Ficamos mais fortes e entrosados com o passar dos jogos. Pegamos três times muito fortes no perde-sai, mas superamos com a nossa união e garra”, disse.

Vilse Goes é a goleira do Apolo e, assim como o técnico, acompanha o time desde o seu início. Ela foi eleita a melhor goleira do Peladão feminino, em 2015, ano em que foi campeã com o Apolo, e, neste Peladão, vem afiada para a decisão. “Venho fazendo treinos específicos, mesmo que meu time não consiga treinar, pois preciso estar bem sempre. Agora a ansiedade toma conta, está batendo forte, mas isso é bom, faz parte do jogo, tem que ter o friozinho na barriga antes, se não, não tem aquela emoção”, afirma.

Salcomp

Adriana Andrade veio da comunidade de Jatuarana, na zona rural de Manaus, para estudar radiologia e jogar o Peladão a convite do Salcomp. Ela conta que jogar a final na Arena será "fantástico".  “Sempre joguei um futebolzinho com irmãos e primos, mas nunca imaginei jogar o Peladão e chegar à final. Meu irmão jogava o Peladão, mas nunca pudemos vir a Manaus vê-lo jogar, e agora vou estar na final, na Arena; é um sonho pra mim e pra minha família, um orgulho!

A coordenadora da equipe, Nilse, afirma que 80% do time trabalha na fábrica Salcomp, e que a equipe, assim como o Apolo, também teve dificuldades no Peladão.

“As meninas trabalham em horários diferentes, estavam sem tempo pra treinar, também não temos campo, e o que ajudou foi trabalharmos a parte física. Não vínhamos jogando bem no início da competição, chegamos a perder, mas, viemos pro Peladão para ver no que ia dar”, disse ela.

O técnico da equipe, Marcos, chegou à equipe neste Peladão, mas já foi campeão como auxiliar, no Manaus Moderna, em 2014. Dessa vez, ele quer ter o prazer de vencer após a superação do seu time.

“Tivemos brigas, como toda família, mas resolvemos, passamos por cima de dificuldades, e estamos aqui. Para a final, vamos levar a união que tivemos ao longo do campeonato, e estamos focados. Nossa família está unida e vamos fazer um grande espetáculo, nossas atletas vão lutar com unhas e dentes para serem campeãs”, destacou.

Pâmela, atacante do Salcomp, está muito animada para a grande final. “Jogo Peladão há anos, mas nunca tinha chegado à final, fico mais feliz ainda porque vamos jogar na Arena, onde toda jogadora queria estar, estou ansiosa, e espero que possamos fazer bonito e sair campeãs”, afirmou

Greicyane, meio-campista do Salcomp, já foi campeã do Peladão com a equipe. Este ano, ela quer sentir mais uma vez a alegria da vitória. “Fui campeã em 2011, e não tem felicidade maior; depois batemos na trave várias vezes, então, dessa vez, será uma grande oportunidade de atingirmos nosso objetivo. Queremos mostrar para nós mesmas que somos capazes, que superamos as dificuldades”, ressaltou.

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