Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
Futebol cultural

Peladão indígena consagra times Saterés nas modalidades masculina e feminina

Representantes da etnia Sateré Mawé, Hiwy e Sateré FC brilham no Peladão Brahma 2016 e garantem títulos da categoria feminina e masculina da competição.



16/12/2016 às 05:00

Durou pouco menos de um mês a modalidade mais cultural do Peladão Brahma 2016.  O Peladão Indígena, que reúne diferentes etnias em busca do título. Mas neste ano, não deu para ninguém  e os Sataré Mawé conquistaram tanto a categoria masculina quanto a feminina da competição.

A etnia conhecida pela cultura do guaraná mostrou mais energia dentro de campo e fez bonito nas duas frentes. Entre as mulheres, o Hiwy conquistou o título. Já entre os homens os campeões foram do time Sateré FC.

Feminino
Favoritas na competição, as jogadoras do  Hiwy viveram momentos diversos antes da última partida da modalidade. Campeãs da última edição, em 2014,  as jogadoras já tinham garantido o títulos deste ano, mas a equipe Futebol Indígena do Rio Negro não compareceu à partida e foi eliminada da competição, alterando toda a tabela de classificação do torneio. Ou seja, o último jogo que seria apenas para cumprir tabela serviu também para definir, dentro de campo, quem seria o time campeão da modalidade feminina. O jogo contra o Waraná foi bem disputado e o empate sem gols garantiu ao Hiwy mais um título para a extensa coleção.

 A receita é simples, de acordo com a capitã do Hiwy: “Força de vontade, raça, sem isso o time não vai para a frente”, resumiu ela.
  
Masculino

Em meio a festa das saterés do Hiwy, a última partida do torneio começou. De um lado os tikunas do Wotchimaucu, que enfrentaram o Sateré FC.  Times que  se conheciam desde a preparação para o Peladão, os dois travaram um jogo franco e bem disputado dentro de campo. No apito final, o placar de 2 a 0 deu a vitória e o título de campeão aos Sateré.

“Isto é pouco do nosso trabalho, treinamento que nós temos feito. É um fruto, do nosso trabalho”, explicou Turí, presidente da equipe.
Dentro de campo, o time repetiu os mesmo ensinamentos que aprenderam na tribo, que  fizeram a diferença na reta final do campeonato. 
“A gente não fala se é maior ou melhor que os outros, somos diferentes. Todos tem o seu valor”, resumiu Turí.

Futuro
Com o título da modalidade, o Sateré garante também passagem para a disputa da categoria principal do Peladão Brahma 2016, e a tribo Sateré vai ter um reforço de peso.

“Vamos torcer pelos nossos irmãos que foram campeões agora em 2016, porque o jogo não terminou. Vamos estar apoiando o nosso time indígena dos sateré mawé, que assim nós socializamos como irmãos, nunca pensamos em inimizades. Perder faz parte do nosso cotidiano da vida, nós entendemos e vamos interagir com eles  no ano de 2017”, garantiu Aguinilson Peres, Presidente do Wotchimaucu, derrotado na final.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.