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Simplesmente a melhor

CRAQUE entrevista Alexandra Nascimento, a primeira brasileira eleita melhor jogadora de handebol do mundo 01/06/2013 às 22:03
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Ponta-direita da seleção brasileira falou sobre o início da carreira e o seu futuro
lorenna serrão ---

Alexandra Nascimento, 31 anos, entrou para a história ao ser a primeira brasileira eleita melhor jogadora de handebol do planeta, em 2012, pela Federação Internacional da modalidade. A atleta começou a praticar esporte para chamar atenção do pai e, entre algumas tentativas na natação, atletismo e vôlei, conheceu o handebol, aos 10 anos. E o que era apenas uma forma de ganhar destaque na família, se transformou na sua grande vocação.

Ponta-direita da seleção brasileira, Alexandra, eleita a melhor atleta dos Jogos Olímpicos de Londres, mora na Áustria e por telefone, conversou com o CRAQUE, onde falou sobre o início da sua carreira e também do futuro. “O ano de 2012 ficará para sempre na minha memória”, revelou a atleta – contando, também, que antes de se tornar uma atleta reconhecida, teve que driblar a rigidez do pai, Suemar Nascimento, ex-lateral do Santos, que sonhava que o filho mais velho seguisse os seus passos nos campos de futebol.

“Nós morávamos no morro Cobi, no Espírito Santo. Meu pai sempre foi muito rígido, nós só saíamos para ir à escola. Quando decidi treinar handebol, falei primeiro com a minha mãe e cheguei a chorar antes de ir conversar com ele. Mas aí criei coragem e fui fazer o pedido e  para minha surpresa e felicidade ele deixou”, comentou.

Dois anos depois, o pai faleceu de insuficiência renal, sem ter a oportunidade de ver a filha brilhar. “Meu pai nunca me viu em quadra, às vezes ele me observava de longe, para ter certeza de que eu estava treinando e eu fingia que não o via, achava engraçado. Infelizmente ele morreu quando eu tinha 12 anos e não teve a chance de assistir nenhuma partida minha”, lamentou.

Sem o pai a família de Alexandra viveu uma época difícil: a mãe se virava como podia para que ela continuasse a treinar. Para ajudar com as despesas de casa, a atleta pensou em trocar o esporte e se tornar professora. “Quando as coisas apertaram, eu pensei em largar tudo e começar a cursar magistério, para me tornar professora e ajudar nas despesas, mas justamente nessa época o curso acabou, parece que Deus queria mesmo que eu fosse atleta, porque tudo foi se ajustando”, completou Alexandra – que anos depois ainda cursou três períodos de Pedagogia.

Os tempos mudaram, mas a vida de atleta também é cheia de altos e baixos. Para seguir firme na profissão, a jogadora do Hypo, conta com apoio da família e do marido, o também atleta de handebol, Patrício Martínez.

Destaque do Jogos Pan-americanos Rio 2007, quando o Brasil foi medalha de ouro, Alexandra sonha em subir no degrau mais alto do pódio nas Olimpíadas de 2016. “Nós precisamos dessa medalha de ouro e conquistá-la no Brasil, diante da nossa torcida, será maravilhoso. A maioria das atletas da seleção joga em times da Europa, nós estamos aprendendo com os melhores e isso é realmente muito importante”, declarou.

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