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Sob pressão, Fifa deve publicar relatório sobre escolhas das sedes das Copas da Rússia e Qatar

Investigação sobre possíveis casos de corrupção nos processos de escolha dos Mundiais de 2018 e 2022 deverá ser divulgado pela entidade. Envolvidos no caso deverão ser punidos antes da publicação do relatório   19/12/2014 às 12:56
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O presidente da Fifa, Joseph Blatter, está sendo pressionado para divulgar o teor das investigações sobre os casos de corrupção nas escolhas dos Mundias de 2018 e 2022.
Brian Homewood/Reuters Marrakesh (Marrocos)

O Comitê Executivo da Fifa decidiu permitir a publicação do inquérito do ex-investigador de ética da Fifa, Michael Garcia, sobre o processo de seleção das sedes das Copas de 2018 e 2022, disse o presidente da Fifa, Joseph Blatter, em um comunicado nesta sexta-feira (19).

A entidade vem sofrendo pressões cada vez maiores para divulgar uma versão editada do relatório de Garcia para ajudar a esclarecer o que aconteceu durante o turbulento processo de escolha das sedes dos Mundiais concedidos à Rússia e ao Qatar respectivamente.

No comunicado, a Fifa disse que pediu à Câmara Adjucatória do Comitê Independente de Ética que publique o relatório "de forma apropriada" assim que os procedimentos em andamento contra certos indivíduos estejam concluídos.

"Estou satisfeito que tenham concordado. Foi um longo processo para se chegar a este ponto e entendo as visões daqueles que foram críticos", afirmou Blatter.

Garcia, para quem o relatório deve ser publicado, passou 18 meses investigando alegações de corrupção no processo seletivo, durante os quais entrevistou 75 testemunhas.

Em novembro, o juiz de ética da Fifa, Hans-Joachim Eckert, emitiu um sumário de 42 páginas baseado no documento de Garcia que identificou casos de "conduta imprópria" em uma série de propostas de candidatura, mas afirmou não haver indícios suficientes para justificar a reabertura do processo de escolha das sedes – o que Blatter confirmou que não irá acontecer em sua declaração nesta sexta-feira.

Garcia, que apelou imediatamente contra o sumário, renunciou na quarta-feira (17), depois que um tribunal da Fifa determinou que sua apelação era inadmissível.


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