Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2021
Novela perto do fim

STJD julgará recurso do 3B da Amazônia nesta quinta-feira

Decisão do Estadual já teve duas datas canceladas e ainda aguarda por definição fora de campo para definir quem enfrentará o Recanto na final do Barezão Feminino: 3B ou JC



WhatsApp_Image_2021-01-26_at_18.26.58_86E7881A-AD45-4C43-B225-87ACF6872B99.jpeg Foto: Divulgação
26/01/2021 às 22:06

A briga fora das quatro linhas envolvendo o 3B da Amazônia e o JC de Itacoatiara parece finalmente almejar um capítulo final. Na próxima quinta-feira (28), às 10h (horário de Manaus), o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva se reunirá para julgar e definir os rumos sobre quem será o adversário do Recanto da Criança na decisão do Barezão Feminino 2020, que dará uma vaga no Campeonato Brasileiro - Série A2 de 2021.

Mostrando cautela, o presidente do 3B, Bosco Brasil Bindá, falou ao A Crítica sobre sua expectativa para o resultado do tribunal.

“A minha expectativa é 50/50, tudo pode acontecer. Nós vencemos em primeira instância de forma unânime, fomos goleados em segunda. Então, sinceramente, eu tenho em mente que tudo pode acontecer. Nós só temos que definir isso, se quem faz a decisão é JC e Recanto ou 3B e Recanto. Tomara que essa decisão saia logo para que o Amazonas possa ter logo mais uma representante na Série A2 de 2021”, afirmou o presidente.

Sem conseguir segurar as atletas no elenco, o mandatário das Feras falou para a reportagem como está a situação do seu plantel atualmente.

“Hoje eu conto com cinco jogadoras, seis com a Paulinha e sete se a Gabi se recuperar, o resto estão todas empregadas. Com essa paralisação em Manaus, a final deve ser que aconteça só na segunda metade de fevereiro, mas primeiro vamos ver o que acontecerá no tribunal”, afirmou.

O “outro lado da história” - que também espera conseguir se firmar na final do Estadual -, o JC falou com a reportagem através do seu gestor de futebol e membro da comissão técnica do time feminino, Fernando Lage, que também abordou sobre a situação do elenco neste momento. 

“Nosso elenco não está preparado, mas se conseguirmos vencer no tribunal e a final for marcada para fevereiro, teremos que correr atrás. As jogadoras estão avisadas, somente as atletas de fora do estado que não poderão ser reintegradas”, frisou o dirigente português, que ainda contou para a reportagem que, atualmente, o elenco conta com 18 jogadoras.

Com a nova página envolvendo a final do Barezão Feminino, o A Crítica entrou em contato com o diretor de competições da FAF, Roberto Peggy, que comentou sobre o assunto.

"Como esse processo já teve várias etapas nos tribunais esportivos, a FAF aguardará o processo encontrar-se transitado em julgado. A partir daí, reuniremos os dois finalistas para, em comum acordo, definir a data do confronto", concluiu.

Entenda o caso

Em fevereiro de 2020, Giselinha foi julgada pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM) por uma expulsão que aconteceu na final do Barezão de 2019, quando ainda atuava pelo rival, o Iranduba da Amazônia. De acordo com a súmula, a jogadora foi punida por ‘reclamar e protestar de forma ostensiva’, em outras palavras, a lateral proferiu xingamentos contra a decisão da arbitragem. No julgamento, a atleta foi punida por três jogos de suspensão com base no artigo 258 do código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Acontece que Giselinha acabou participando de duas partidas da atual e indefinida edição do Barezão 2020. Ou seja: sem cumprir os três jogos de gancho previstos. Com isso, o JC entrou com recurso e a final que estava marcada para o dia 25 novembro - entre 3B e Recanto - acabou sendo suspensa, até que se houvesse uma decisão judicial. No dia 27 do mesmo mês, a Segunda Comissão Disciplinar deu causa favorável ao 3B - de forma unânime -, por apresentar uma certidão de ‘nada consta’ da atleta Giselinha.

Em seguida, o JC recorreu da decisão. O pleno do TJD-AM se reuniu no dia 17 de dezembro, reviu o caso e puniu as Feras da Amazônia em cinco pontos, o que acabou tirando a equipe da decisão e, desta forma, favorecendo as meninas de Itacoatiara. Com a final marcada para o dia 22 de dezembro, muitos imaginaram que o imbróglio finalmente ganharia um capítulo final, por conta de o presidente Bosco Brasil Bindá ter afirmado que não teria interesse em recorrer, no caso de derrota no Pleno. Mas aconselhado por membros da comissão técnica, o mandatário da Feras mudou de ideia e dobrou a aposta na briga fora de campo.

Com o auditor Jayme Pereira Junior aceitando os embargos de declaração do 3B, a Federação Amazonense de Futebol (FAF) precisou adiar mais uma vez a final do Estadual até que o trânsito em julgado fosse concluído.



Repórter de A Crítica

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