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Rachou!

Depois do Rio Negro e Manaus, mais cinco clubes se desligam da ACPEA

Debandada vem logo depois do Gavião do Norte ser excluído pelo TJD do Barezinho 2016. Entidade segue com oito associados, mas pode perder mais adeptos até o fim do ano 28/06/2016 às 09:36 - Atualizado em 28/06/2016 às 15:02
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Criada em 2014 para unir os clubes amazonenses, a ACPEA perde a metade de seus associados (Foto: Arquivo ACRITICA)
Denir Simplício Manaus (AM)

Manter a união entre os clubes de futebol profissional do Amazonas filiados à Federação Amazonense de Futebol (FAF)”. Uma das funções básicas documentada no estatuto da Associação dos Clubes Profissionais do Estado do Amazonas (ACPEA), parece estar “indo por terra”. Criada no final de 2014 para unir os clubes na luta pelo fortalecimento do futebol Baré, a entidade comandada pelo vice-presidente do Fast Clube, Cláudio Nobre, vive a pior crise desde sua fundação.

Depois da saída do Rio Negro - ainda em 2015 -, e do Manaus FC, na semana passada, outros cinco clubes anunciaram o desligamento da entidade. Além de Galo e Gavião do Norte, o racha na ACPEA também conta com Tarumã, Holanda, Naça Borbense, Operário e Sul América. Caso a diretoria do CDC Manicoré, que até o fechamento desta matéria não havia sido encontrada, opte pela saída, a entidade pode perder mais da metade de seus associados. 

O estopim da debandada

A exclusão da equipe de juniores do Manaus FC pelo Tribunal de Justiça Desportiva do amazonas (TJD/AM) foi a gota d’água para o início da debandada de clubes da ACPEA. O Gavião do Norte ameaça até não disputar o Estadual profissional deste ano caso o Tribunal não reveja o caso, que será julgado no próximo dia 30. 

Severo crítico da entidade, o presidente do Sul América, Luis Costa, diz não ter visto benefício  algum com a ACPEA. “A ACPEA não faz nada. Pro Sul América, nada até agora. Me mostre um ponto que a ACPEA resolveu. Não tem! Enquanto as pessoas só pensarem em si, não vai. O futebol você tem de pensar num todo. Tem de deixar aquela rivalidade pra dentro das quatro linhas. Saindo dali os clubes têm de se unir pra soerguer o futebol do Amazonas. Mas aqui é o contrário, só pensam no lado deles”, disse.

Leão Braúna, presidente do Holanda, segue a mesma linha de raciocínio e lembra da falta de representatividade da Associação na busca por melhorias às agremiações. “O Holanda nunca foi beneficiado em nada. Não vejo nada que a Associação tenha feito em favor dos clubes. Nenhum patrocínio, um evento financeiro, um projeto social pra salvar os clubes de futebol... nenhum!”, disparou o dirigente.

Antônio Policarpo, presidente do Tarumã, pontuou os principais pontos negativos da ACPEA. “Houve  fraco desempenho na defesa dos clubes por parte da ACPEA em relação aos últimos acontecimentos. Como a volta da Segunda Divisão,  a taxa (R$ 7 mil para inscrição do Barezão 2016), que foi colocada numa sexta para que os clubes pagassem numa terça-feira. Tudo isso, o presidente (Cláudio Nobre), saiu pra resolver sozinho, não levou ninguém, e não resolveu”, reclamou o dirigente.

Robsoney  Sá, dirigente do Borbense, foi além e mesmo sem citar nomes, afirmou que houve uma iniciativa para boicote do Barezão 2016 até se resolver a questão da taxa, mas que nada seguiu adiante.  “Aquilo não tem futuro. Não vejo vantagem e vamos nos afastar. Falaram que não era pra ninguém aceitar a taxa. Mas depois estavam se inscrevendo sem nos avisar. Acordaram uma coisa e depois fizeram outra. Quase ficamos de fora do campeonato”, revelou. 

Vale lembrar que desde sua criação, a ACPEA é responsável pela elaboração do Campeonato Estadual, que contou com dez clubes no ano passado. Na edição de 2016, serão apenas sete os participantes. Entre eles estão três dissidentes da entidade: Rio Negro, Manaus FC e Naça Borbense.  

O último a sair, apague a luz

Entre clubes que confirmaram ligados à ACPEA estão Fast, Nacional, Princesa, São Raimundo, Iranduba, Cliper e Penarol. Cláudio Nobre lamentou a saída das agremiações e espera que a posição dos mesmo seja revista até o fim do ano. 

“É um movimento que não sabemos de onde está partindo, mas vamos conversar com alguns ainda. Os clubes entraram errado (irregularidades quanto à escalação) e houve a decisão do Tribunal, mas não podemos defender o que está errado”, disse o dirigente, apontando evolução no futebol amazonense. “Todo mundo estava acostumado sem Tribunal e sem organização. Hoje temos o Tribunal e ele está rastreando. Tem seus excessos, é verdade. Mas é certo que o Fast não tem nada a ver com isso”, afirmou.

Nobre ainda disse que todos os clubes tiveram a chance de se increver no Barezão deste ano. “Ninguém foi excluído do campeonato. Apesar de que o Tribunal queria oito clubes a Federação, dez, nenhum dos 15 clubes foi tirado do campeonato. Quem não participou foi porque não conseguiu o valor ou outros fatores, como o problema com transporte”, concluiu.    

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