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Superação é a palavra de ordem: Amazonas traz 10 ouros dos Jogos Paralímpicos Brasileiros

Atletas de natação, atletismo e tênis de mesa voltaram de São Paulo com a mala mais pesada: ao todo foram 14 medalhas, dez ouros, duas pratas e dois bronzes 03/12/2014 às 09:52
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Victor Viana conquistou três ouros na natação nos Jogos Brasileiros
Felipe de Paula Manaus (AM)

Superar os próprios limites. Este é um ponto em comum entre uma pessoa com necessidades especiais e  um atleta de alto rendimento. Mas a estes meninos e meninas não bastava apenas superar as limitações impostas pela deficiência. Por isso, eles fizeram das dificuldades, desafios, e dos obstáculos, trampolim para a superação, ajudando a escrever a história das modalidades paralímpicas do Estado do Amazonas.

A delegação amazonense, comandada pelo professor Joaquim Filho, voltou dos Jogos Paralímpicos Brasileiros, realizados no último final de semana, em São Paulo com nada mais nada menos que 14 medalhas, sendo dez de ouro. No atletismo, Hudson Linhares, de 17 anos, conquistou três medalhas douradas no arremesso de peso, lançamento de dardo e salto em distância na categoria F42 (de limitação moderada).

Já a jovem Josiane Castro, de 15 anos, voltou pra casa com dois ouros, no salto em distância e no lançamento de dardo, e ainda com o terceiro lugar no arremesso de peso na categoria F46. Já Grabiela Pereira, 17, conquistou a prata no lançamento de dardo e o bronze em arremesso de peso.

Se na pista os para-atletas amazonenses mostraram sua força, na água não foi diferente. Victor Viana, 15, conquistou pela quarta vez o título brasileiro nas provas de 50 metros livres, 100 metros livres e ainda nos 200 metros medley da categoria S8. Nos 100 metros costas, brilhou a estrela de Rafael Mamede, 15, que levou o ouro na categoria S7, além da medalha de prata nos 100 metros borboleta.

Fechando a participação amazonense na competição, o mesatenista Marlisson Silva, 16, ficou em terceiro lugar na categoria 6 do torneio.
O chefe da delegação amazonense, Joaquim Filho, exaltou o resultado dos atletas. “Mais uma vez demonstramos que estamos no mesmo nível de Rio, São Paulo e Minas Gerais, fazendo um bom trabalho. Posso erguer cabeça e dizer que o trabalho foi cumprido”, disse.

Terapia que valeu ouro

O tetracampeão brasileiro dos 100 e 50 metros livres na categoria S8, Victor Viana, tem 15 anos e desde os cinco tem uma relação especial com piscina. Diagnosticado com a artrogripose, doença congênita que atinge os membros, Victor teve a natação indicada pelos médicos como tratamento para a patologia. Desde então, não largou mais o esporte em que viria a se destacar a nível nacional.

“A natação foi tratamento para mim até os 12 anos. Eu só comecei a andar depois que comecei na natação”, contou ele, que hoje diz levar uma vida normal e adorar sair com os amigos. “Era uma coisa que eu não faria se não estivesse nadando”, disse ele, que hoje sonha em compor a equipe de para-atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. “É um sonho estar lá”, disse ele.


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