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Taekwondo feminino amazonense comemora feito histórico no Campeonato Brasileiro

Tal qual as mitológicas guerreiras amazonas, as atletas do taekwondo amazonense fizeram história e conqusitaram primeiras medalhas do estado na categoria adulto feminino no Brasileiro 31/08/2015 às 19:03
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Talita Djalma desfraldou a bandeira do Amazonas no lugar mais alto do pódio
Felipe de Paula Manaus (AM)

Como se sabe, o nome Amazonas faz referência ao mito das mulheres guerreiras que povoava o imaginário dos aventureiros no início da colonização europeia na região. Mas se essas personagens ilustram um universo mitológico, há guerreiras  bem mais reais na atualidade, e que têm conquistado “territórios” com o ímpeto digno das ilustres amazonas, mas agora na seara do esporte.

No Campeonato Brasileiro de Taekwondo, realizado neste final de semana, em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, travou-se uma nova batalha onde brilhou a estrela feminina. Se o Amazonas, foi por mérito delas, que conquistaram as quatro medalhas do estado na competição. De quebra com feitos inéditas: os bronzes das irmãs  Márcia Pimentel (até 49kg) e Elissa Pimentel (até 46 kg), as primeiras medalhas do taekwondo amazonense na categoria adulta em Brasileiros da modalidade.

“Estava pronta pra lutar com as melhores, então não achei muita diferença (lutar na categoria adulta) porque eu lutei super bem. Faltou um pouco mais, e agora é trabalhar para corrigir os erros e continuar trabalhando forte pros próximos campeonatos”, disse Elissa após a conquista. Willis Pimentel, irmão  e treinador das medalhistas amazonenses na Associação Moacir Amaro Pimentel (MAT), que leva o nome do pai deles, comemorou o feito.

“Foram oito meses de preparação para que elas chegassem a esse nível. E conseguiram uma medalha inédita para nós, porque nunca o estado tinha ganhado medalha no adulto”, disse, orgulhoso, o “irmão-coruja”, que, endossou a associação sugeridade pela reportagem com as guerreiras amazonas: o taekwondo é um dos poucos esportes olímpicos que não tem apoio do Programa Bolsa Atleta. “A luta é árdua”, finalizou.

Para completar o quadro  vitorioso, as paulistas Diana de Freitas (com o bronze na categoria até 53kg) e Talita Djalma (com o ouro até 57kg), que representam o estado em competições nacionais, também subiram ao pódio. Retribuição à alturaBicampeã brasileira, a atleta paulistana Talita Fernandes Djalma, 27, defendeu o Amazonas pela primeira vez no Campeonato Brasileiro e subiu ao posto mais alto do pódio, onde desfraldou a bandeira do estado que a “adotou”.

Mesmo treinando em Rio Claro, São Paulo, onde mora, ela é filiada ao estado como parte da estratégia para uma calendário menos burocrático rumo à vaga olimpíada.

Como espécie de retribuição, ela fez o seu dever de casa e não deixou de prestar referência ao estado ao qual é filiada. “Fico muito feliz de poder retribuir de alguma forma, levando o Amazonas ao topo do pódio”, diz ela reconhecendo também o ponto positivo do intercâmbio entre os estados (“para os dois lados”) e o desenvolvimento do esporte no Amazonas. “O trabalho que vem sendo feito no estado do Amazonas é muito bom e por isso tem dado certo. Antes as meninas vinham e não medalhavam”, disse ela.



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